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Hamas dissolve governo de Gaza e pressiona por avanços no plano de paz

Conselho de paz nomeado por Trump afirma que 'avaliação será tomada por ações e não por promessas'

6 jul 2026 - 11h09
(atualizado às 11h23)
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Pessoas carregam um corpo identificado por pessoas de luto como o comandante da ala militar do Hamas, Izz al-Din al-Haddad, que foi morto em um ataque israelense na sexta-feira, durante um funeral, na Cidade de Gaza, em 16 de maio de 2026. REUTERS/Dawoud Abu Alkas
Pessoas carregam um corpo identificado por pessoas de luto como o comandante da ala militar do Hamas, Izz al-Din al-Haddad, que foi morto em um ataque israelense na sexta-feira, durante um funeral, na Cidade de Gaza, em 16 de maio de 2026. REUTERS/Dawoud Abu Alkas
Foto: Reuters

O Hamas anunciou nesta segunda-feira, 6,  que dissolveu ‌seu governo de fato em Gaza e sinalizou que está pronto para passar o poder a um grupo de tecnocratas palestinos, ao mesmo tempo em que pressiona Israel a cumprir outras partes de um plano de paz apoiado pelos Estados Unidos que está paralisado.

A promessa do grupo de encerrar o órgão que supervisiona os ministérios — que está em ⁠funcionamento há mais de uma década — era uma parte fundamental do plano para uma ‌Gaza pós-guerra traçado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após o início de um frágil cessar-fogo com Israel em outubro.

O Hamas afirmou que os próprios ministérios e os funcionários ‌por ele nomeados permaneceriam em seus cargos e que ‌continuaria supervisionando a segurança e o policiamento nas áreas de Gaza que permaneceram ⁠sob seu controle após a trégua mediada pelos EUA.

O Conselho de Paz nomeado por Trump, criado para monitorar o plano, afirmou ter tomado nota da medida do Hamas. Mas acrescentou que "em última instância, nossa avaliação será orientada por ações, não por promessas, para atender às necessidades críticas da população de Gaza".

Não houve comentário imediato por parte de Israel, ‌país que o Hamas acusou de violar repetidamente o cessar-fogo e de não cumprir outras ‌partes do plano, que prevê ⁠a retirada das forças ⁠israelenses de Gaza à medida que o Hamas depõe as armas.

O pequeno enclave costeiro permanece em ruínas ⁠mais de dois anos e meio após ‌o início do último conflito em ‌Gaza, desencadeado pelos ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.

O Hamas se recusou a depor as armas até que Israel suspenda os ataques em Gaza, o mais recente dos quais matou cinco pessoas na segunda-feira, segundo ⁠profissionais de saúde no enclave. Israel afirma que seus ataques em Gaza desde o cessar-fogo têm como objetivo neutralizar ameaças militantes.

Em uma coletiva de imprensa na Cidade de Gaza na segunda-feira, Ismail Al-Thawabta, diretor do escritório de mídia do governo do Hamas, disse que o chefe do órgão de fiscalização "Comitê ‌de Emergência do Governo" havia renunciado e que o próprio órgão havia sido dissolvido.

Isso é "uma demonstração da seriedade dessas medidas, na implementação dos acordos firmados, e para facilitar o ⁠processo de transição administrativa" para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, apoiado pelos EUA, disse Thawabta.

De acordo com o plano apoiado por Trump, o Hamas deve transferir a supervisão do governo para um Comitê Nacional para a Administração de Gaza, um grupo de tecnocratas palestinos apoiado pelos EUA.

O chefe desse Comitê Nacional, Ali Shaath, disse que seu comitê de 15 membros estava pronto para assumir sua responsabilidade em Gaza assim que "os recursos necessários e as condições propícias para seu trabalho estivessem disponíveis".

"Os requisitos fundamentais para o sucesso da comissão são a existência de uma única autoridade e uma única lei sob um quadro de referência claro, e um único Exército sujeito a essa autoridade", escreveu Shaath em uma postagem em sua página do Facebook.

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