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Guia Michelin amplia influência e lança classificação para vinhos e produtores de excelência

Após as estrelas para os restaurantes e as chaves para os hotéis, o guia Michelin amplia sua influência para o mundo do vinho com o lançamento das "uvas", uma nova distinção destinada aos domínios vitivinícolas, anunciou nesta terça-feira seu diretor, Gwendal Poullennec.

2 dez 2025 - 14h03
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"Estamos abrindo um novo capítulo para oferecer aos amantes da boa mesa uma nova referência para celebrar os talentos vitícolas", declarou Poullennec durante um evento de imprensa.

Imagem de ilustração mostra adega de um restaurante em Paris, em 3 de setembro de 2021.
Imagem de ilustração mostra adega de um restaurante em Paris, em 3 de setembro de 2021.
Foto: AFP - JOEL SAGET / RFI

Essa distinção terá três níveis: uma uva para os produtores de grande qualidade, duas uvas para os domínios de excelência e três uvas para os produtores de exceção. Assim como nos restaurantes e hotéis, uma menção "recomendado", para vinícolas que não tenham alcançado o nível da uva, completará o sistema.

Para estabelecer essa hierarquia, cinco critérios serão avaliados: a qualidade da agronomia, reflexo do trabalho na vinha; o domínio técnico na adega; a identidade do vinho, que mede seu caráter inimitável; o equilíbrio, promessa de harmonia; e, por fim, sua constância ao longo de várias safras.

As visitas e avaliações serão realizadas por uma equipe de especialistas contratados, para garantir a independência, destacou Poullennec. "Trata-se de uma abordagem que não pretende ser exaustiva", assegurou.

Bordeaux e Borgonha

As primeiras distinções de uvas contemplarão Bordeaux e Borgonha e serão reveladas em 2026, em dois eventos distintos cujas datas ainda não foram definidas. O guia prevê depois estender a seleção a outras regiões vitivinícolas da França e do mundo nos próximos anos. Esse conteúdo estará disponível nas plataformas digitais da Michelin.

Um ano após ter concedido as primeiras chaves Michelin para os hotéis, o guia vermelho prossegue assim sua diversificação. Essa incursão no universo vitivinícola não é totalmente nova, lembrou Poullennec. Já em 1900, as primeiras recomendações do guia vermelho levavam em conta a qualidade do vinho servido. Mais tarde, os restaurantes estrelados foram associados a sugestões de vinhos locais. Desde 2004, um pictograma assinala as cartas de vinhos notáveis, complementado em 2019 por um prêmio de sommellerie.

O grupo Michelin adquiriu ainda, em 2016, o guia Parker, referência mundial na crítica de vinhos, o que lhe permitiu adquirir uma competência complementar às suas equipes, explicou Poullennec. O guia Parker continuará a existir sob sua própria marca, confirmou em outubro passado o CEO da Michelin, Florent Menegaux.

Com AFP

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