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Ghosn diz que embaixador francês o avisou sobre "conspiração"

14 jan 2020
19h53
atualizado às 21h35
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O ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn falou nesta terça-feira em Beirute, após sua dramática fuga da justiça japonesa, que o embaixador da França o havia avisado pouco antes de sua prisão de que sua empresa estava tramando contra ele. 

Ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn. 14/1/2020. REUTERS/Mohamed Azakir
Ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn. 14/1/2020. REUTERS/Mohamed Azakir
Foto: Reuters

"Francamente, fiquei chocado com a prisão e a primeira coisa que pedi era para que se certificassem de que a Nissan soubesse para que me enviassem um advogado", disse Ghosn à Reuters, em entrevista na capital libanesa.  

"No segundo dia, 24 horas antes disso, eu recebi uma visita do embaixador da França que me disse: 'A Nissan está se voltando contra você'. E foi aí que percebi que era tudo uma conspiração". 

O ex-CEO da Nissan Hiroto Saikawa, que foi forçado a renunciar no ano passado após admitir que recebeu compensações impróprias, disse pouco depois da prisão de Ghosn que o brasileiro estaria usando verbas corporativas para propósitos pessoais, sub-reportando sua renda por anos. 

A prisão de Ghosn, que era amplamente respeitado por ter salvado a montadora de uma quase falência, colocou o sistema de justiça do Japão sobre escrutínio internacional. 

Entre as práticas que agora estão sendo debatidas está a manutenção de suspeitos em detenção por longos períodos, excluindo os advogados de defesa das sessões de interrogação, que podem durar até oito horas por dia.

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