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'Geração Z' impulsiona vitória do 'não' em referendo constitucional na Itália

Eleitores com menos de 34 anos lideraram afluência às urnas

24 mar 2026 - 13h02
(atualizado às 14h30)
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A mobilização da chamada "geração Z", ou seja, os eleitores nascidos a partir da segunda metade da década de 1990, foi crucial para o resultado do referendo que rejeitou uma reforma constitucional da Justiça proposta pelo governo da premiê da Itália, Giorgia Meloni.

Manifestação pela vitória do 'não' em Roma
Manifestação pela vitória do 'não' em Roma
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

É o que diz uma pesquisa do instituto YouTrend, que mostra que a faixa etária entre 18 e 34 anos teve a participação mais elevada nas urnas, com 67,3%, mais de oito pontos percentuais acima da média (58,9%).

De acordo com a sondagem, 60% desse público votou pelo "não", que saiu vencedor com 53,74% dos votos, contra 46,26% do "sim", que prevaleceu apenas entre os eleitores de 50 a 64 anos.

"É uma dinâmica consistente com o que definimos como política sob demanda: alta participação em questões individuais, sem filiação partidária estável", explicou o YouTrend.

O fundador do instituto Lorenzo Pregliasco, cogitou inclusive que a geração Z possa ter dado um "voto de revanche" contra o governo Meloni, que rejeitou os apelos para permitir que cerca de 5 milhões de italianos que estudam ou trabalham fora de seus domicílios eleitorais pudessem votar nos lugares onde vivem.

A proposta promovia mudanças significativas na magistratura italiana, como a separação das carreiras de juízes e promotores, impedindo a troca de funções; a criação de um tribunal superior para disciplinar membros do Judiciário; a divisão do Conselho Superior da Magistratura (CSM), órgão de autogoverno da categoria, em duas entidades; e a alteração na forma de eleição dos membros do CSM, que passaria a ser feita por sorteio.

O governo alegava que a reforma modernizaria a Justiça e evitaria que o trabalho de quem julga fosse contaminado pelo de quem acusa.

Já a oposição acusava o Executivo de tentar aumentar o controle sobre o Judiciário, sobretudo com as mudanças no CSM e a criação de um tribunal disciplinar, e de não abordar problemas estruturais da Justiça, como o prazo dos processos e a superlotação carcerária. 

Ansa - Brasil
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