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Funeral de ex-ministra símbolo dos direitos civis reúne políticos na Itália

Italiana Emma Bonino morreu no último dia 11 de setembro

15 set 2026 - 10h41
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Resumo
O funeral de Estado de Emma Bonino, ex-chanceler e ícone da luta pelos direitos civis na Itália falecida em 11 de setembro, reuniu diversas lideranças políticas em Roma, incluindo o presidente Sergio Mattarella e a premiê Giorgia Meloni. Marcada por homenagens de aliados e opositores, a cerimônia destacou o legado de Bonino em cinco décadas de vida pública dedicadas a causas como aborto e direitos humanos. O corpo da líder feminista será cremado e levado para o jazigo familiar em Bra.

Diversos políticos se reuniram nesta terça-feira (15) no Campidoglio, sede da prefeitura de Roma, para participar do funeral de Estado da ex-ministra das Relações Exteriores Emma Bonino, símbolo da luta pelos direitos civis na Itália que morreu no último dia 11 de setembro.

    O presidente da República, Sergio Mattarella, e a primeira-ministra Giorgia Meloni, ambos recebidos pelo prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, estiveram entre as principais autoridades presentes na cerimônia.

    Também participaram da despedida o presidente do Senado, Ignazio La Russa, o vice-presidente da Câmara, Giorgio Mulè, e o presidente do Tribunal Constitucional, Giovanni Amoroso.

    Entre os demais participantes estavam nomes de diferentes campos da política italiana, como Elly Schlein, Giuseppe Conte, Massimo D'Alema, Paolo Gentiloni, Matteo Renzi, Carlo Calenda, Carlo Nordio, Mario Monti, Roberto Giachetti, Maria Elena Boschi, Marina Calderone e Angelo Bonelli.

    Ministros do governo Meloni e representantes da centro-esquerda também compareceram, ao lado de integrantes de diferentes gerações do movimento radical.

    A cerimônia foi realizada na Sala della Protomoteca, fechada à imprensa durante a solenidade. Estavam previstos discursos de Carla Taibi, assistente de longa data de Bonino; Filomena Gallo, da Associação Luca Coscioni, que também transmitiu uma mensagem da família; Riccardo Magi, secretário do partido de centro +Europa, legenda fundada por Bonino em 2018; Benedetto Della Vedova; o ex-primeiro-ministro Romano Prodi; e Enrico Letta, em cujo governo Bonino exerceu o cargo de chanceler.

    "Trabalhei com ela em duas de suas muitas batalhas pelos direitos civis: contra a pena de morte e contra o uso de minas terrestres. Houve progressos nessas duas áreas, mas, como frequentemente acontece no campo dos direitos humanos, testemunhamos repetidamente um retorno ao passado e o progresso democrático tornou-se cada vez mais difícil", afirmou Prodi.

    Segundo o ex-premiê da Itália, a "tenacidade de Emma na defesa dos direitos nunca vacilou, precisamente diante desses obstáculos".

    "Nem sempre concordávamos com tudo, mas sua luta pelos fracos e indefesos foi sua estrela guia e uma lição para todos nós. Uma batalha que Emma travou com força e determinação incomparáveis", enfatizou.

    Para garantir a presença do público, um telão foi instalado na Piazza del Campidoglio. A solenidade também foi transmitida ao vivo pela televisão pública italiana Rai. Uma área específica para jornalistas e equipes de televisão foi montada na Via del Tempio di Giove.

    Ao término do funeral, Mattarella e Meloni acompanharam, atrás dos familiares, a saída do caixão de Bonino do edifício até o carro funerário. O momento foi marcado por cenas de emoção na praça, enquanto diversas lideranças políticas se aproximaram dos familiares para prestar suas últimas homenagens.

    Segundo as informações divulgadas durante a cerimônia, Bonino será cremada e seus restos mortais serão levados posteriormente para a capela da família em Bra, na região do Piemonte.

    Libertária, laica, feminista e combativa, Bonino atuou por meio século na vida pública italiana e internacional. Durante a carreira, ocupou alguns dos cargos mais relevantes da política italiana e europeia: foi vice-presidente do Senado, comissária da União Europeia para a Saúde, ministra do Comércio Internacional e das Políticas da UE e ministra das Relações Exteriores.

    A luta de Bonino pelo direito ao aborto, pela legalização da maconha, pelos direitos dos migrantes, pela dignidade no fim da vida e contra a energia nuclear a consolidou como uma das vozes mais independentes e corajosas da política europeia. .

Ansa - Brasil
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