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Reino Unido busca tranquilizar empresas após ameaça de Milei sobre Malvinas

15 set 2026 - 11h10
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Resumo
O Reino Unido garantiu apoio às empresas que atuam nas Ilhas Malvinas após o presidente argentino, Javier Milei, ameaçar sancionar companhias ligadas ao território britânico, especialmente no setor de petróleo. Em novas diretrizes, o governo britânico declarou que a Argentina não tem jurisdição para aplicar suas leis sobre a economia local e que tais sanções carecem de base jurídica externa, reafirmando o direito dos habitantes da ilha de explorar seus próprios recursos naturais.

O Reino Unido procurou ‌tranquilizar nesta terça-feira as empresas que atuam nas Ilhas Malvinas, depois que o presidente da Argentina, Javier Milei, ameaçou impor sanções contra empresas envolvidas em atividades econômicas ligadas ao território ultramarino britânico.

Em orientações publicadas ⁠no site do governo menos de duas semanas após ‌a ameaça de Milei, o Reino Unido afirmou que apoia todas as atividades econômicas legítimas nas ‌ilhas e defende o direito dos ‌habitantes do local de regular sua economia ⁠e explorar seus recursos naturais, incluindo hidrocarbonetos.

Milei havia afirmado que reforçaria as medidas contra empresas que operam nas Ilhas Malvinas ou que tenham vínculos com elas, intensificando a pressão enquanto a Argentina busca sua reivindicação ‌de soberania.

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que ‌Washington poderia reconsiderar ⁠sua posição ⁠tradicionalmente neutra na disputa pelas Ilhas Malvinas. Desde então, a ⁠Argentina acelerou os esforços ‌para atingir empresas ‌envolvidas em atividades de perfuração de petróleo nas proximidades da região.

"A posição do governo do Reino Unido é que a Argentina não tem o direito ⁠de exercer jurisdição sobre as Ilhas Malvinas nem de aplicar sua legislação interna nas ilhas, nem em relação a quaisquer empresas ou indivíduos que participem de atividades comerciais ‌nas ilhas ou que estejam ligadas a elas", afirmou o Reino Unido nas orientações.

Acrescentou ainda que não via ⁠base jurídica para que tribunais fora da Argentina aplicassem medidas tomadas contra tais empresas.

O Reino Unido afirmou que medidas argentinas anteriores estavam em vigor há muitos anos, mas não impediram que os habitantes das Ilhas Malvinas desenvolvessem uma economia próspera, acrescentando que continuaria a apoiar as ilhas e a deixar clara sua posição perante a Argentina.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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