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França presta homenagem a mortos de ataques de 2015 em Paris

13 nov 2017
11h42
atualizado às 12h09
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A França, ainda em estado de alerta contra ataques de militantes islâmicos, prestou homenagem nesta segunda-feira às 130 pessoas que morreram quando atiradores e homens-bomba atacaram Paris dois anos atrás.

Presidente da França, Emmanuel Macron, sua esposa, Brigitte Macron, e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, prestam homenagem a vítimas de ataque contra o Bataclan  13/11/2017 REUTERS/Philippe Wojazer
Presidente da França, Emmanuel Macron, sua esposa, Brigitte Macron, e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, prestam homenagem a vítimas de ataque contra o Bataclan 13/11/2017 REUTERS/Philippe Wojazer
Foto: Reuters

Flores foram depositadas e os nomes das vítimas foram lidos em voz alta durante as cerimônias de homenagem silenciosas realizadas na presença do presidente francês, Emmanuel Macron, nos seis locais que foram alvos de ataques reivindicados pelo Estado Islâmico em 13 de novembro de 2015.

Macron, cujo governo implantou leis que dão a policiais e a agentes de inteligência mais poderes para instalar escutas, fazer buscas e realizar prisões na tentativa de evitar novos atentados, estava acompanhado de outros políticos, inclusive François Hollande, presidente na época dos ataques em Paris.

Mais de 240 pessoas morreram nos últimos três anos em ataques encomendados ou inspirados pelo Estado Islâmico, que exortou seus seguidores a atacarem a França e outros países envolvidos em esforços militares para expulsar o grupo de partes da Síria e do Iraque.

Dezenas mais foram mortas em atentados semelhantes na Europa, principalmente na Bélgica, no Reino Unido e, mais recentemente, na Espanha.

"O nível de ameaça continua alto", disse o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, à rádio pública France Inter.

O governo diz que 30 ataques planejados foram frustrados nos últimos dois anos. A polícia e os serviços de inteligência estão trabalhando intensamente para lidar com o desafio da radicalização religiosa e com novos ataques.

Centenas de cidadãos franceses deixaram a França, país tradicionalmente católico no qual cerca de uma de cada seis pessoas é muçulmana, para lutar como jihadistas para o Estado Islâmico, que declarou um califado em territórios da Síria e do Iraque.

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