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Fragata italiana escolta navio comercial em Bab el-Mandeb

Objetivo é proteger embarcação contra eventuais ataques dos houthis

18 set 2026 - 12h06
(atualizado às 13h11)
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Resumo
A fragata Carlo Bergamini, da Marinha da Itália, iniciou a escolta do navio mercante Jolly Oro no Estreito de Bab el-Mandeb para protegê-lo de ameaças dos rebeldes houthis. A ação integra a Operação Aspides, missão europeia puramente defensiva para assegurar a rota do Mar Vermelho, por onde transita 40% do comércio marítimo italiano. Diante da tensão, o governo da Itália reforçou que atuará para proteger suas embarcações comerciais, priorizando a segurança da navegação entre Europa e Ásia.

A fragata Carlo Bergamini, da Marinha da Itália, foi ativada para escoltar um navio mercante durante a travessia do Estreito de Bab el-Mandeb, em meio às ameaças de bloqueio da via marítima pelos houthis, grupo que controla a maior parte do Iêmen.

Foto de arquivo da fragata italiana Carlo Bergamini
Foto de arquivo da fragata italiana Carlo Bergamini
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18) pela própria Marinha italiana, que descreveu a ação como parte das tarefas atribuídas às forças navais da Operação Aspides, missão europeia de proteção ao tráfego marítimo no Mar Vermelho.

A escolta deve durar dois dias e permitirá que o navio Jolly Oro, da empresa italiana Ignazio Messina & C., navegue em segurança por Bab el-Mandeb, no sentido norte.

Segundo a Marinha, a operação representa "um sinal concreto, entregue com excelente timing, sobre a importância de manter um alto nível de atenção à segurança da navegação comercial na área".

A região do estreito tem sido palco de crescentes ataques e avanços dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, que ameaçam a rota marítima por onde passa parcela significativa do comércio internacional entre a Europa e a Ásia.

Na quinta-feira (17), o ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, afirmou que o país está disposto a conduzir operações militares de forma unilateral, se necessário, para garantir a passagem de seus navios pelo estreito, sem esperar os trâmites burocráticos da União Europeia.

Já nesta sexta, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, esclareceu que essa atividade envolverá apenas meios da Marinha empenhados na missão Aspides, em caráter estritamente defensivo. "Não é para atacar os houthis, mas sim para proteger os navios em caso de ataque", disse. Cerca de 40% do tráfego marítimo comercial da Itália passa pelo Mar Vermelho. 

Ansa - Brasil
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