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Forças iranianas afirmam ter bombardeado base dos EUA na Jordânia

Operação de Teerã teve como alvos hangares de reparo e manutenção

9 set 2026 - 12h47
(atualizado às 13h00)
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Resumo
A Guarda Revolucionária do Irã bombardeou a base dos EUA de Al-Azraq, na Jordânia, além de navios no Golfo Pérsico, em retaliação a ataques contra seus petroleiros. Mísseis balísticos miraram tropas e hangares de caças americanos. Contudo, militares jordanianos relataram ter abatido 18 dos 20 projéteis disparados, sem registro de danos graves, pois o restante caiu em áreas desabitadas. O Egito condenou veementemente a ação iraniana e pediu moderação diplomática para evitar a escalada do conflito.

A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) revelou nesta quarta-feira (9) que bombardeou uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia.

Sistemas de defesa aérea da Jordânia interceptando mísseis lançados do Irã
Sistemas de defesa aérea da Jordânia interceptando mísseis lançados do Irã
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com as forças de Teerã, citadas pela agência de notícias iraniana Mehr, a ofensiva também atingiu duas embarcações americanas e oito petroleiros no Golfo Pérsico.

Segundo a IRGC, a ação foi uma retaliação a um ataque dos Estados Unidos contra cinco petroleiros iranianos.

No ataque à base americana de Al-Azraq, as forças iranianas utilizaram mísseis balísticos de propelente sólido e líquido. A operação teve como alvos hangares de reparo e manutenção, áreas de concentração de tropas e setores destinados ao posicionamento de aeronaves de combate F-35, F-16 e F-15, além de hangares de caças.

As autoridades jordanianas, por sua vez, afirmaram ter abatido 18 dos 20 mísseis iranianos lançados contra o país. Os outros dois caíram em áreas desabitadas, segundo um porta-voz das Forças Armadas.

O Egito condenou os ataques com mísseis iranianos contra a Jordânia "nos termos mais veementes" e reiterou sua "total solidariedade" ao país, além de manifestar "apoio diante de qualquer ameaça à sua segurança, estabilidade, soberania e integridade territorial".

O Ministério das Relações Exteriores do Cairo também "reiterou sua rejeição categórica a qualquer escalada suscetível de ampliar o conflito e ameaçar a segurança e a estabilidade da região". A pasta enfatizou a necessidade de uma cessação imediata dos ataques, do exercício de moderação e da priorização dos canais diplomáticos para evitar uma escalada ainda maior e o aumento da instabilidade na região. .

Ansa - Brasil
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