Script = https://s1.trrsf.com/update-1785273314/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Forças Armadas dos EUA dizem ter atingido dezenas de alvos da Guarda Revolucionária do Irã

30 jul 2026 - 08h06
Compartilhar
Exibir comentários

As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram ‌ter atacado dezenas de alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, incluindo centros de comando militar e instalações de drones, em uma operação de duas horas lançada após Teerã ter disparado mísseis balísticos contra as forças dos EUA no Oriente Médio.

A operação teve início às 21h (horário de Brasília) e terminou às 23h da noite de quarta-feira, no horário de Brasília, informou o Comando Central dos EUA (Centcom).

"Os ataques tiveram como objetivo diminuir ainda mais as ⁠ameaças representadas pelo Irã e seus representantes às forças dos EUA, à navegação comercial e aos países vizinhos do ‌Golfo", afirmou o Centcom em comunicado.

A mídia estatal iraniana informou que três pessoas morreram nos ataques dos EUA à Ilha de Qeshm.

As Forças Armadas da Jordânia informaram nesta quinta-feira que frustraram uma tentativa iraniana de atacar ‌o reino, interceptando cinco mísseis.

Os ataques dos EUA ocorreram depois que o ‌Irã confirmou, na quarta-feira, ter disparado mísseis balísticos contra tropas dos EUA na Jordânia. O Centcom informou ⁠que todos os mísseis foram interceptados. As bases dos EUA na Jordânia têm se tornado, recentemente, alvos principais do Irã.

Na manhã de quarta-feira, forças dos EUA e da Arábia Saudita lançaram ataques contra grupos alinhados ao Irã no leste do Iraque, em retaliação a ataques com drones contra alvos petrolíferos sauditas lançados a partir do Iraque. O ataque conjunto marcou a primeira vez que Riad se juntou publicamente a ataques ao lado de Washington.

No Egito, ‌um drone atingiu um navio-tanque de armazenamento de gás de propriedade dos EUA no porto egípcio de Damietta, no ‌Mediterrâneo, informou a empresa britânica de ⁠segurança marítima Ambrey em uma ⁠avaliação inicial na quarta-feira.

Um comunicado do Ministério do Petróleo do Egito confirmou um incêndio no porto, mas não fez menção a ⁠um ataque com drones. Não ficou claro imediatamente quem foi o ‌responsável.

Os últimos ataques no Iraque e ‌no Egito ameaçam envolver mais países do Oriente Médio no conflito, depois que os houthis do Iêmen, alinhados com o Irã, declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita na semana passada.

A guerra começou em fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeios no Irã que, segundo Trump, duraria ⁠apenas algumas semanas. Um acordo de cessar-fogo temporário, firmado em junho, fracassou em meio a novos combates no Estreito de Ormuz, uma via navegável crucial que o Irã afirma agora controlar.

Trump afirmou que atacaria duramente o Irã por ter disparado mísseis contra as forças dos EUA, mas que Washington também continuava buscando um acordo de paz para pôr fim a um conflito que tem abalado ‌os mercados globais de energia e finanças com o bloqueio do Estreito de Ormuz.

A via navegável — que transportava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra contra o Irã — fica ⁠entre Omã e o Irã, ligando o Golfo Pérsico ao norte com o Golfo de Omã ao sul e o Mar Arábico mais adiante.

O estreito tornou-se o principal obstáculo nas negociações de paz e um ponto crítico para repetidas escaladas no conflito.

O Irã afirmou na quarta-feira que atacou três petroleiros que tentavam transitar pelo estreito por uma rota não autorizada e que controla o estreito.

Omã apresentou ao Irã um plano apoiado pelos países do Golfo Pérsico para administrar o Estreito de Ormuz, incluindo a cobrança de taxas voluntárias pelo seu uso, segundo informaram uma fonte do Golfo e um diplomata ocidental à Reuters na terça-feira. Mas o Irã rejeitou a proposta de Omã.

Os preços do petróleo dispararam na quarta-feira, em um dos maiores picos da guerra que já dura cinco meses. Os futuros do petróleo Brent subiram mais de 8%, levando o preço de referência bem acima dos US$90 por barril, revertendo grande parte da queda registrada no início desta semana, quando Trump suspendeu inesperadamente os ataques dos EUA. Nesta quinta-feira, os preços recuaram ligeiramente.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra