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Exportações de petróleo do Golfo saltam em julho mas embarques desaceleram por retomada das hostilidades, mostram dados

19 jul 2026 - 13h11
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Os países do ‌Golfo Pérsico aumentaram as exportações de petróleo bruto e condensado na primeira quinzena de julho, atingindo os níveis mais altos desde antes do início da guerra no Irã, segundo dados de transporte marítimo.

Mo entanto, os fluxos pelo Estreito de Ormuz ⁠estão agora diminuindo à medida que os combates se intensificam.

As ‌exportações de petróleo bruto e condensado da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Iraque, do Kuweit e do ‌Irã aumentaram cerca de 16% em ‌relação à média diária de todo o mês ⁠de junho, atingindo 12 milhões de barris por dia (bpd) na primeira quinzena de julho, segundo dados da Kpler.

A Vortexa estimou as exportações durante o período em um volume ainda maior: 13,06 milhões de bpd.

A Arábia Saudita, o Irã e o ‌Iraque lideraram o aumento na primeira quinzena de julho, segundo a ‌Kpler, enquanto a ⁠Vortexa estimou que ⁠o Iraque registrou o maior aumento em relação ao mês anterior, ⁠e as exportações dos Emirados ‌Árabes Unidos diminuíram ante ‌os níveis recordes de junho.

O aumento nas exportações do Golfo Pérsico provocou uma queda nos preços do petróleo uma vez que as preocupações com a oferta diminuíram depois ⁠que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo provisório em meados de junho para reabrir o estreito e buscar um acordo mais amplo para encerrar o conflito entre os dois ‌países.

O acordo provisório fracassou no início de julho devido a divergências sobre a administração da via navegável.

Os embarques pelo estreito ⁠já estão diminuindo uma vez que os ataques de ambos os lados se intensificaram novamente, caindo para apenas três navios-tanque de commodities na quinta-feira — o menor número de trânsito diário desde maio, segundo dados de transporte marítimo.

"Estamos observando uma desaceleração nas atividades, o que significa que os países terão que reduzir a produção, o que diminui a quantidade de petróleo bruto que será transportada", disse o analista da Kpler, Johannes Rauball.

Mesmo após a recuperação, as exportações permaneceram cerca de 32% abaixo do pico pré-guerra de fevereiro, de 17,6 milhões de bpd.

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