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Explosão em complexo de gás do Catar deixa 13 mortos e dezenas de feridos

22 jun 2026 - 08h34
(atualizado às 10h40)
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Treze pessoas morreram e dezenas ‌ficaram feridas após uma explosão no gigantesco complexo de gás natural liquefeito (GNL) de Ras Laffan, no Catar, que ocorreu enquanto os trabalhadores reiniciavam as operações interrompidas após um ataque iraniano em março.

As autoridades informaram que um "acidente técnico" ocorreu na instalação local de abastecimento de ⁠gás de Barzan na noite de domingo.

A explosão sacudiu janelas e ‌foi sentida em toda a região central de Doha, causando pânico entre os moradores a mais de 70 quilômetros de Ras ‌Laffan.

O Ministério da Energia do Catar ‌afirmou em comunicado que 13 pessoas morreram e 66 ficaram ⁠feridas. Acrescentou que a capacidade de exportação da usina não foi afetada e que não havia riscos para o meio ambiente.

Equipes de emergência foram mobilizadas e o incêndio já tinha sido controlado.

A QatarEnergy não informou se a explosão causou algum dano à usina, que ‌fornece gás por gasoduto para a indústria local e para o ‌setor de geração de ⁠energia do Catar.

Ela ⁠também pode produzir etano, condensado, gás de petróleo liquefeito e enxofre para os ⁠mercados interno e de exportação.

O ‌Catar, que abriga uma ‌importante base militar dos EUA, tem sofrido repetidos ataques com mísseis e drones iranianos durante a guerra com o Irã.

O país está entre os mais afetados pelo fechamento do Estreito de ⁠Ormuz, pois não possui rotas alternativas para exportar seu GNL. O fechamento reteve cerca de 20% do abastecimento global de GNL no Golfo antes que os embarques começassem a ser retomados recentemente.

A instalação está localizada na Cidade ‌Industrial de Ras Laffan, principal complexo da QatarEnergy para produção e exportação de GNL, com capacidade de produção anual de 77 milhões ⁠de toneladas.

Um ataque iraniano com mísseis em março atingiu duas de suas importantes unidades de processamento de gás, reduzindo em cerca de 17% a capacidade de exportação de GNL do Catar — o que, segundo o presidente-executivo da QatarEnergy, Saad al-Kaabi, em declaração à Reuters, levaria de três a cinco anos para ser reparado.

A guerra também forçou a empresa a retirar cerca de 10.000 trabalhadores de plataformas offshore e de plantas de processamento em terra. A empresa informou que não houve feridos durante o ataque com mísseis de março.

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