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EXCLUSIVO-Conflito no Irã pode ter motivado suspeito a atirar em jantar de Trump, segundo relatório da inteligência dos EUA

6 mai 2026 - 14h08
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O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA ‌identificou o conflito de EUA e Israel com o Irã como um motivo em potencial para o homem acusado de tentar assassinar o presidente Donald Trump e membros seniores de seu governo em uma festa de gala para repórteres da Casa Branca no mês passado, de acordo com ⁠um relatório de inteligência enviado às autoridades policiais e a outras agências ‌federais.

O relatório, uma avaliação preliminar do Escritório de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Interna, datado de 27 de abril, avaliou que ‌o suspeito Cole Allen apresentava "múltiplas queixas sociais e ‌políticas".  Concluiu que o conflito com o Irã "pode ter contribuído ⁠para a decisão dele de realizar o ataque", citando publicações de Allen nas redes sociais que criticavam as ações dos EUA na guerra.

A avaliação lança uma nova luz sobre a busca do governo dos EUA por um motivo para o ataque frustrado ao Jantar dos Correspondentes da Casa Branca ‌em 25 de abril. Suas conclusões, embora preliminares, oferecem a evidência mais ‌definitiva até o momento de ⁠que o conflito ⁠com o Irã, que matou milhares de pessoas no Oriente Médio e abalou a ⁠economia global, pode ter sido um ‌gatilho.

O relatório, marcado como ‌uma "Nota de Incidente Crítico", foi obtido por meio de solicitações de registros abertos pela organização sem fins lucrativos de transparência Property of the People e compartilhado com a Reuters.

Um porta-voz do DHS se recusou ⁠a comentar sobre o conteúdo da avaliação de inteligência.

"Esses relatórios notificam nossos parceiros sobre as informações mais recentes disponíveis após incidentes significativos que tenham impacto sobre a segurança interna", disse o porta-voz.

O FBI se recusou a comentar e o Departamento de ‌Justiça dos EUA não respondeu aos pedidos de comentários.

Na terça-feira, o Departamento de Justiça dos EUA acrescentou uma acusação de agressão a um agente federal, ⁠acusando Allen de disparar contra um agente do Serviço Secreto dos EUA em um posto de controle de segurança, além de tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante um crime de violência e transporte ilegal de uma arma de fogo e munição através das fronteiras estaduais. Ele não se declarou culpado.

Até o momento, as autoridades norte-americanas pouco disseram sobre a suposta motivação de Allen, apontando apenas para um email que Allen enviou a parentes na noite do ataque. A mensagem, que as autoridades chamaram de manifesto, expressava raiva contra o governo e se referia ao seu desejo de atingir o "traidor" que estava discursando, sem mencionar Trump pelo nome.

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