União Europeia aprova entrada da Bulgária na Zona do Euro a partir de 2026
Os ministros das Finanças da União Europeia deram, nesta terça-feira (8), o aval final para a adoção do Euro pela Bulgária, segundo comunicado do Conselho. A partir de 1º de janeiro de 2026, esse país dos Bálcãs, o mais pobre do bloco, vai abandonar sua moeda nacional, o lev, tornando-se assim o 21º país a integrar a Zona do Euro.
Os ministros das Finanças da União Europeia deram, nesta terça-feira (8), o aval final para a adoção do Euro pela Bulgária, segundo comunicado do Conselho. A partir de 1º de janeiro de 2026, esse país dos Bálcãs, o mais pobre do bloco, vai abandonar sua moeda nacional, o lev, tornando-se assim o 21º país a integrar a Zona do Euro.
"É um dia histórico para a Bulgária", celebrou a ministra das Finanças Temenuzhka Petkova, direto de Bruxelas. "Estamos prestes a alcançar um objetivo essencial para o nosso país", destacou a representante búlgara.
"Também é um bom dia para a Zona do Euro como um todo", acrescentou o comissário europeu Valdis Dombrovskis, considerando que esse grupo de países sai "reforçado" com a adesão da Bulgária.
A votação dos ministros dos 27 Estados-membros, que aconteceu no início da tarde, foi apenas uma formalidade. A Comissão Europeia já havia considerado, no início de junho, que a Bulgária cumpria todas as condições necessárias para adotar o Euro, e o mesmo parecer foi emitido pelo Banco Central Europeu (BCE).
"Não ao euro"
No entanto, na Bulgária, que é membro da UE desde 2007, a perspectiva de abandonar a moeda nacional está longe de ser unânime.
Nas últimas semanas, milhares de manifestantes se reuniram nas ruas da capital Sófia, empunhando cartazes com os dizeres "Não ao Euro". Alguns deles acamparam em frente à sede do Banco Central búlgaro para expressar sua oposição ao projeto.
O principal receio é que a mudança de moeda provoque um aumento nos preços, o que poderia alimentar a ira dos eurocéticos.
Segundo pesquisas recentes, quase metade dos entrevistados se opõe à entrada do país na Zona do Euro no próximo ano.
Já os defensores veem essa mudança como um passo importante, que reforçaria o alinhamento geopolítico ocidental da Bulgária, e a protegeria da influência de Moscou.
"Estamos vinculados ao Euro há muito tempo, e os efeitos políticos estão se multiplicando", afirma Veselin Dimitrov, entrevistado pela AFP nesta terça-feira (8) nas ruas de Sófia. O músico, de 43 anos, vê nos protestos "a marca do Kremlin".
"Mas o Euro não é uma varinha mágica que resolverá nossos problemas sistêmicos", alerta ele.
A exceção dinamarquesa
A Bulgária desejava ter adotado o Euro mais cedo, mas foi impedida até agora devido à alta inflação em um contexto de grave crise política.
A moeda única europeia foi lançada em 1º de janeiro de 1999 para transações eletrônicas. Mas só se tornou tangível em 1º de janeiro de 2002, com a circulação das notas e moedas em euro, substituindo as moedas nacionais de 12 países da UE — entre eles Alemanha, França, Itália e Espanha.
Esses foram depois seguidos por oito outros países: Eslovênia, Chipre, Malta, Eslováquia, Estônia, Letônia, Lituânia e, por último, a Croácia em 2023.
Todos os países da UE, em teoria, se comprometeram a adotar o Euro assim que cumprirem os critérios exigidos — embora nenhum calendário fixo tenha sido estabelecido. A única exceção é a Dinamarca, que negociou uma isenção permanente após um referendo que rejeitou a moeda em 2000.
(Com informações da AFP)