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UE avança para liberar empréstimo de € 90 bilhões à Ucrânia após desbloqueio da Hungria

A União Europeia (UE) aprovou a abertura do procedimento final para a liberação de um empréstimo de € 90 bilhões à Ucrânia, informaram fontes diplomáticas nesta quarta‑feira (22). O Chipre, que exerce a presidência rotativa do Conselho da UE, anunciou ter iniciado um procedimento escrito entre os 27 Estados‑membros, mecanismo que permite a adoção da medida desde que nenhum país apresente objeções no prazo de 24 horas, abrindo caminho para os primeiros desembolsos do financiamento.

22 abr 2026 - 11h50
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O avanço põe fim a meses de bloqueio imposto pela Hungria, que condicionava seu aval à retomada do fornecimento de petróleo russo por meio do oleoduto Druzhba, infraestrutura que atravessa o território ucraniano e abastece a Hungria e a Eslováquia. O oleoduto havia sido danificado por ataques russos em janeiro e teve suas operações interrompidas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cumprimenta o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, antes de uma reunião na Comissão Europeia em Bruxelas, em 17 de agosto de 2025.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cumprimenta o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, antes de uma reunião na Comissão Europeia em Bruxelas, em 17 de agosto de 2025.
Foto: AFP - SIMON WOHLFAHRT / RFI

A aprovação tornou‑se possível após dois acontecimentos decisivos: a conclusão dos reparos no oleoduto Druzhba, anunciada por Kiev na terça‑feira (21), e a mudança de governo na Hungria, após a derrota do primeiro‑ministro ultranacionalista Viktor Orbán nas eleições legislativas de 12 de abril, que encerraram 16 anos de seu governo.

Orbán, que era contrário ao empréstimo e manteve posição irredutível durante meses, acusava a Ucrânia de atrasar deliberadamente os reparos no oleoduto e usou o impasse energético como instrumento de pressão política dentro da UE. Com sua saída, o premiê recém-eleito, o conservador de centro‑direita Péter Magyar, líder do partido Tisza, sinalizou uma reaproximação com Bruxelas e a retirada dos vetos húngaros a medidas de apoio financeiro à Ucrânia.

Budapeste concordou com o início do procedimento, que deverá ser concluído na quinta‑feira (23), mas deixou claro que o aval definitivo está ligado à retomada efetiva do fluxo de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba. Segundo autoridades ucranianas e empresas energéticas da região, o bombeamento foi reiniciado nesta quarta‑feira (22), com a chegada do petróleo à Hungria e à Eslováquia prevista para as próximas 24 horas.

Sanções contra a Rússia

O desbloqueio do empréstimo ocorre em paralelo ao avanço do 20º pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, igualmente travado até então por Hungria e Eslováquia. As medidas, que reforçam restrições econômicas e financeiras a Moscou, devem entrar em vigor imediatamente após sua adoção formal, com exceção das sanções individuais, que dependem de publicação no Jornal Oficial da UE.

Considerado vital para garantir a liquidez da Ucrânia em 2026 e 2027, o empréstimo de € 90 bilhões é visto em Bruxelas como um sinal de revitalização da coesão europeia após anos de tensões com Budapeste e reforça o apoio do bloco a Kiev em meio à guerra iniciada pela Rússia em 2022.

Com AFP

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