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Turquia: protestos deixam 414 feridos em Ancara, dizem médicos

2 jun 2013
09h25
atualizado às 10h27
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Um total de 414 pessoas ficaram feridas, 15 delas em estado grave, nas violentas manifestações dos últimos dois dias em Ancara, na Turquia, informou uma organização médica do país. Alguns dos feridos foram atendidos por médicos voluntários e estudantes de medicina em instalações de ONG's que foram transformados em centro médicos na capital turca.

O Ministério do Interior da Turquia tinha informado ontem à noite que em todo o país foram registrados apenas 79 feridos, 26 deles membros das forças de segurança, enquanto 939 pessoas teriam sido detidas.

Metin Feyzioglu, presidente da câmara de advogados da Turquia, declarou hoje a uma televisão local após visitar alguns hospitais de Ancara que o Ministério do Interior "não deve subestimar o número de feridos".

"Só em um hospital privado de Ancara vi mais de 80 feridos, com pernas quebradas, com extremidades queimadas", relatou Feyzioglu, uma das autoridades jurídicas mais importantes do país.

A organização de direitos humanos Anistia Internacional (AI) assegurou hoje que duas pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas durante os protestos na Turquia.

A porta-voz da AI, Katie Pownall, disse à Agência Efe em Londres que, segundo testemunhas, dois cidadãos morreram durante as manifestações em Istambul, que foram reprimidas pela polícia turca "com excesso de violência".

O organismo pediu ao primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que garanta o direito à liberdade de expressão dos manifestantes e intervenha para deter a repressão, que utiliza canhões de água e outros métodos agressivos, assim como os maus-tratos aos detidos.

A jornada de hoje começou com calma na Turquia, influenciado pelas fortes chuvas que atingiram Istambul, embora novas concentrações tenham sido convocadas nas praças Taksim (Istambul) e Kiyilay (Ancara).

Centenas de manifestantes turcos ainda ocupavam neste domingo a praça Taksim de Istambul, abandonada pela polícia após dois dias de violentos confrontos, e seguiam determinados a manter vivo o seu protesto contra o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan.

A retirada policial reflete o recuo de Erdogan, cujo governo foi muito criticado pela violenta repressão do movimento de protesto de sexta-feira e sábado. As organizações de direitos humanos turcas e estrangeiras avaliam em mil os feridos e a Anistia Internacional falou inclusive sobre dois mortos, número não confirmado oficialmente.

EFE   
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