Princesa Cristina, filha do rei da Espanha, é acusada de corrupção
Diego Torres, acusado em um caso de corrupção junto com seu ex-sócio Iñaki Urdangarin, genro do rei da Espanha, tentou neste sábado, em um depoimento perante um juiz de Palma de Mallorca, envolver a segunda filha de Juan Carlos I, a princesa Cristina. O chamado "caso Nóos" investiga o desvio de 6,1 milhões de euros de fundos públicos procedentes dos governos regionais das Baleares e Valencia ao Instituto Nóos, uma entidade supostamente sem fins lucrativos que Urdangarin presidiu e na qual Torres era sócio.
Em seu depoimento, Diego Torres sustentou que Cristina, esposa de Urdangarin, e o secretário da filha do rei, Carlos García Retorne, eram membros da junta diretiva da entidade, com um papel tão ativo como o do resto de integrantes.
A defesa do acusado entregou ao juiz e-mails e documentos sobre a gestão do Instituto Nóos com a intenção de evidenciar que tanto a princesa como García Retorne participavam na tomada de decisões. No próximo dia 23 de fevereiro, Urdangarín e o secretário da princesa estão convocados para depor perante o juiz.