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Presidente búlgaro critica França sobre expulsão de ciganos

15 set 2010 - 17h17
(atualizado às 18h09)
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O presidente da Bulgária, Georgi Parvanov, criticou nesta quarta-feira as expulsões de ciganos por parte da França e rejeitou o "tom imperativo" com o qual Paris deu conselhos a Sófia neste assunto.

"Nosso incômodo com relação a esse assunto é porque o discurso do embaixador francês me pareceu uma declaração de um mestre", explicou Parvanov à imprensa.

O presidente se referiu a uma declaração do embaixador da França em Sófia, Etienne de Poncins, que aconselhou às autoridades búlgaras a criar um Ministério responsável pelos assuntos dos ciganos.

"O problema com a etnia romani não pode ser resolvido com um tom imperativo", alertou Parvanov, e assegurou que tanto o Executivo atual como vários antecessores adotaram medidas para facilitar a integração social e educativa da citada minoria.

"Conhecemos muito bem os problemas relacionados com a etnia cigana. É um problema acumulado ao longo de vários anos que não pode ser resolvido imediatamente e, provavelmente, serão necessários vários anos para sua solução. Mas não com voz imperativa", afirmou.

O presidente disse, além disso, que a política francesa em relação a esse assunto "não é normal".

"O que andou acontecendo ultimamente com os ciganos búlgaros e romenos não corresponde com os valores que a União Europeia adota.Se há pessoas entre eles que violaram a lei, então esta informação deve se tornar pública. Mas, em nenhum caso, se deve lançar culpa alguma sobre indivíduos exclusivamente por sua etnia", declarou.

A França estabeleceu que 41 cidadãos ciganos búlgaros fossem enviados ao seu país, no marco da expulsão de um total de 700 membros desta minoria étnica, em sua maior parte de origem romena. Dos búlgaros expulsos pela França, 24 já chegaram à Bulgária.

EFE   
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