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Polícia prende brasileira acusada de vender bebês na Europa

Quatro bebês recém-nascidos e filhos do casal foram vendidos por mais de 20 mil euros cada

20 dez 2018
19h59
atualizado às 21h45
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Um casal formado por uma brasileira e um português foi detido na cidade do Porto acusado de vender quatro recém-nascidos para cidadãos de países europeus, segundo a Polícia Judiciária de Portugal nesta quinta-feira, 20.

De acordo com as autoridades, os bebês foram gerados entre 2011 e 2017 já com a intenção de serem vendidos. A mulher é mãe biológica das crianças e atualmente o órgão aguarda o resultado do teste de DNA para verificar a identidade do pai.

Casal de brasileira e português acusado de vender quatro bebês foi detido
Casal de brasileira e português acusado de vender quatro bebês foi detido
Foto: Reprodução/Pixabay PublicDomainPictures / Estadão

A brasileira de 41 anos trabalha como doceira, enquanto seu companheiro, de 45, atua na área da construção civil. Os dois moram nos arredores do Porto, estão juntos há dez anos e têm outros filhos menores - não foram revelados quantos.

"Os crimes consistiram na entrega de quatro recém-nascidos, mediante pagamento em dinheiro ou de outras contrapartidas, a cidadãos residentes no território europeu", afirmou a PJ em comunicado.

Segundo o documento, os preços cobrados pelo casal ultrapassaram 20 mil euros cada. Os policiais portugueses descobriram o esquema a partir de uma denúncia anônima feita em dezembro de 2017 e relataram desconfiança por parte dos vizinhos, já que a brasileira era vista grávida, mas os bebês não apareciam.

A primeira fase da investigação, que durou vários meses, terminou ontem e foi divulgada nesta quinta. Foram colhidas provas em buscas na casa do casal que será indiciado por tráfico de seres humanos, alienação de crianças recém-nascidas e falsificação de documentos autênticos.

A Polícia Judiciária de Portugal explicou que, embora não seja possível revelar os países onde as crianças residem, todos estão bem e "fora de situação de risco", e também afirmou que está em contato com autoridades desses países. / Com informações da EFE

Estadão

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