Pedidos de asilo diminuem na UE em 2024; Alemanha, Espanha e Itália lideram solicitações
Em 2024, o número de pedidos de asilo registrados na União Europeia foi menor do que no ano anterior. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3), 912 mil solicitações de proteção foram apresentadas, contra mais de 1 milhão em 2023. Os países que mais receberam pedidos foram Alemanha, Espanha e Itália.
Em 2024, o número de pedidos de asilo registrados na União Europeia foi menor do que no ano anterior. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3), 912 mil solicitações de proteção foram apresentadas, contra mais de 1 milhão em 2023. Os países que mais receberam pedidos foram Alemanha, Espanha e Itália.
A Alemanha foi, de longe, o país que mais recebeu pedidos de asilo no último ano, concentrando um quarto de todas as solicitações feitas na União Europeia. Em seguida aparecem Espanha e Itália, de acordo com o relatório divulgado pela associação Forum Réfugiés.
Além de liderar em número de pedidos, Alemanha foi o país que mais concedeu decisões favoráveis ao asilo em 2024, seguido da França e da Espanha. As autoridades francesas acolheram 14% das pessoas que buscam proteção como refugiado.
Na outra ponta, a Hungria registrou apenas 25 pedidos, número que reflete suas políticas extremamente restritivas. O país foi condenado pela Corte de Justiça da União Europeia a pagar uma multa de € 200 milhões por violação do direito europeu.
Venezuelanos estão entre os que mais pediram asilo
Os requerentes de asilo na UE vêm principalmente da Síria, do Afeganistão e da Venezuela. Um quarto deles são crianças, e entre elas, 4% são menores desacompanhados.
A agência Frontex registrou, pela primeira vez em três anos, uma queda nas travessias ilegais nas fronteiras europeias. Segundo o Forum Réfugiés, isso pode estar relacionado à maior dificuldade de detecção em algumas rotas migratórias.
As travessias entre França e Reino Unido, contabilizadas como saídas do território europeu, aumentaram, mas também se tornaram mais letais: 89 pessoas morreram em 2024, um recorde. No Mediterrâneo, o número de mortes chegou a 3 mil.
(Com AFP)