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Milhares participam de protestos anti-Charlie na Chechênia

Homens mulheres e crianças gritavam "Allahu Akbar" (Deus é o maior) durante manifestação

19 jan 2015
10h11
atualizado às 11h47
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Dezenas de milhares de pessoas fizeram uma manifestação nesta segunda-feira na região russa da Chechênia contra as charges do semanário francês Charlie Hebdo sobre o profeta Maomé, que o líder da região predominantemente muçulmana classificou como “vulgares e imorais”.

<p>Protesto contra a publicação de charges satíricas do profeto Maomé em Grozny, na Chechênia</p>
Protesto contra a publicação de charges satíricas do profeto Maomé em Grozny, na Chechênia
Foto: Eduard Korniyenko / Reuters

Carregando cartazes que diziam "Tire as mãos do profeta Maomé", homens usando as vestes tradicionais chechenas, mulheres e crianças gritavam "Allahu Akbar" (Deus é o maior) enquanto seguiam pela principal via da capital da Chechênia, Grozny, cidade reconstruída após duas guerras separatistas na região, situada no norte do Cáucaso.

O semanário satírico francês Charlie Hebdo publicou na sua capa na semana passada uma foto de Maomé chorando, depois que homens armados invadiram a redação do jornal e mataram 12 pessoas. Os militantes disseram que o ataque era uma vingança pelas charges publicadas pelo semanário zombando do Islã.

<p>Milhares participam de manifestação anti-Charlie na região russa da Chechênia</p>
Milhares participam de manifestação anti-Charlie na região russa da Chechênia
Foto: Eduard Korniyenko / Reuters

"Vamos lançar um protesto decisivo contra a vulgaridade, a imoralidade, a falta de cultura e falta de vergonha de quem desenhou as caricaturas do profeta Maomé (que a paz esteja com ele)", escreveu o líder checheno, Ramzan Kadyrov, em mensagem na Internet antes da manifestação.

"Advertimos publicamente que não toleraremos ações semelhantes", afirmou o líder checheno. Kadyrov dizia esperar que até 1 milhão de pessoas comparecessem ao protesto.

Apoiado pelo Kremlin, Kadyrov enfrenta uma insurreição que pretende formar um Estado Islâmico na maioria muçulmana no norte do Cáucaso. Ele engendrou sua própria interpretação do Islã que, segundo críticos, contradiz a lei russa.

 

 

 

 

 

 

 

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