Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

As Principais Notícias da Europa

Publicidade

'Fiasco': imprensa francesa critica resposta do governo à onda de violência no fim de semana

A imprensa francesa procura identificar as razões da escalada da violência observada em diversas cidades do país entre sábado (17) e domingo (18) e explicar os confrontos, saques e atos de vandalismo registrados no fim de semana.

19 out 2026 - 06h35
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A imprensa francesa criticou duramente a resposta do governo à violência nos protestos de sábado, classificando a atuação policial e a gestão de Emmanuel Macron como um fiasco desolador. Com prédios depredados e saques promovidos por infiltrados, os jornais denunciaram a falta de controle das autoridades. O ministro do Interior admitiu falhas e colocou o cargo à disposição, mas o presidente recusou sua demissão, intensificando as cobranças por medidas concretas diante da revolta social.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, reconheceu a falta de antecipação na mobilização das forças de segurança. Segundo o Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, Nuñez apresentou seu pedido de demissão ao presidente Emmanuel Macron, que o recusou. Alvo de duras críticas nos protestos, o líder centrista dá sinais de ter perdido o controle da situação, afirma o jornal Le Monde.

Incêndio em um rua de Paris à margem dos protestos contra o alto custo de vida, no sábado, 17 de outubro de 2026.
Incêndio em um rua de Paris à margem dos protestos contra o alto custo de vida, no sábado, 17 de outubro de 2026.
Foto: REUTERS - Abdul Saboor / RFI

"A anatomia de um fiasco", afirma o jornal Libération, que aponta falhas na estratégia das forças de segurança e a ausência de propostas concretas do governo para solucionar a crise. Para o diário, uma palavra resume o sentimento dos franceses neste momento: "desolação".

O diário descreve as cenas chocantes de saques por indivíduos sem nenhuma relação com os protestos, de violências policiais contra os manifestantes que tentaram participar dos atos pacificamente, milhares de comerciantes que tiveram suas lojas destruídas e o curto pronunciamento do presidente Emmanuel Macron, na noite de domingo (18), sem apresentar medidas concretas. 

"Vergonha e revolta" é a manchete do jornal Le Figaro, que retrata em editorial uma "França desfigurada" após os atos de violência do fim de semana. O texto cita prédios públicos e estabelecimentos comerciais depredados, além de ameaças a jornalistas durante os ataques às sedes da rádio Europe 1, da emissora CNews e do jornal JDD. Para o diário, "com as chamas deste dia sombrio, foi todo um sistema de valores do país que virou fumaça".

As forças de segurança esperavam um dia extremamente complicado, mas ele foi "apocalíptico", afirma Le Figaro. O diário critica a impossibilidade do Ministério do Interior de antecipar os riscos devido à infiltração nas manifestações de pessoas sem nenhuma relação com os protestos.

Representantes de organizações sindicais da polícia falam de efetivos "sobrecarregados", com vândalos atuando em grupos desde a manhã de sábado, várias horas antes do início oficial das marchas, a maioria delas previstas para o início da tarde. 

"Como chegamos neste ponto?", questiona em sua manchete o jornal La Croix, para quem os distúrbios e violências de sábado, fazem temer uma escalada generalizada, com a revolta social como pano de fundo.

O diário classifica o 17 de outubro como um dia "funesto" e cobra a responsabilização dos que chama de "arquitetos do caos", entre eles vândalos, políticos extremistas e um governo que, segundo o jornal, se mostra incapaz de responder às demandas da população por estar voltado para seus próprios interesses.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra