Yulia Timoshenko em discurso na Praça da Independência após libertação neste sabádo
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O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, avaliou positivamente neste sábado a libertação da ex-primeira-ministra ucraniana e líder opositora Yulia Tymoshenko, um feito com que qualificou de "momento histórico para a Ucrânia e para a Europa".
"Meus pensamentos estão com Yulia, sua família e seus seguidores", declarou o presidente do PE em comunicado sobre a libertação de Tymoshenko, condenada em 2010 a sete anos de prisão por abuso de poder e que hoje deixou a clínica onde estava internada desde maio de 2012 devido a uma hérnia de disco, pouco depois que a Rada Suprema (Parlamento), controlada agora pela oposição, destituiu o presidente do país, Viktor Yanukovich.
Schulz dedicou palavras de agradecimento ao ex-presidente do PE Pat Cox e ao ex-mandatário da Polônia, Aleksander Kwasniewski, por sua dedicação a ajudar a preparar as bases para essa libertação. "A delegação do PE já está em Kiev neste momento histórico", assinalou.
Schulz destacou, ainda, a importância do anúncio das eleições presidenciais antecipadas na Ucrânia previstas para 25 de maio. "A mudança está chegando à Ucrânia. Presto homenagem aos que protestam de maneira pacífica e que mantenham a calma", acrescentou.
Por sua vez, o presidente do Partido Popular Europeu (PPE), Joseph Daul, manifestou em comunicado o "enorme alívio" de seu partido diante da libertação de Tymoshenko, "após quase três anos de prisão injusta, motivada por razões políticas".
"Yulia Tymoshenko foi uma fonte constante de orgulho e inspiração para todos nós na família do PPE", assegurou Daul, que acrescentou que sua liberdade constitui uma conquista não só para ela e sua família, mas também para todos os que acham em uma Ucrânia europeia ancorada na democracia, os direitos humanos e o Estado de Direito.
O presidente do PPE afirmou que seu partido continua apoiando a "os ucranianos que buscam um país mais democrático, próspero e europeu" e ressaltou que a UE deve garantir que esses ideais se mantêm no centro do futuro processo de reformas.
23 de fevereiro - Ucranianos transformaram ruas de Kiev em santuários improvisados; dezenas de pessoas foram mortas pela polícia, que usou atiradores de elite e metralhadoras Kalashnikov para conter os protestos
Foto: Carlo Allegri / Reuters
23 de fevereiro - Cerimônia em local de morte de manifestantes foi marcada pela emoção em Kiev no dia seguinte à destituição do presidente Viktor Yanukovich - decisão que devolveu um pouco de paz às ruas de Kiev
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23 de fevereiro - Ucranianos lamentam o alto número de mortos nos protestos que tomaram as ruas de Kiev. Com flores, eles homenagearam as vítimas de violentos confrontos
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22 de fevereiro - Ucranianos comemoram decisão do Parlamento, que acusou presidente de "abandono de funções constitucionais" e destituiu Viktor Yanukovich, convocando eleições presidenciais antecipadas para o dia 25 de maio
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22 de fevereiro - Ativistas se reuniram nos arredores do Parlamento em Kiev para comemorar o anúncia, que chega no ápice de uma semana de intensos protestos no coração de Kiev. Leia mais -
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22 de fevereiro - A ex-primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko, discursou na Praça da Independência após deixar a prisão e anunciou que será candidata nas eleições presidenciais de 25 de maio. Leia mais -
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22 de fevereiro - Em gesto simbólico, uma fita preta foi colocada em uma bandeira que combina as bandeiras da Ucrânia e da União Europeia. A simbologia marca um dia de luto nas ruas de Kiev, depois de mais conflitos entre manifestantes e tropas do governo
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22 de fevereiro - Manifestantes fazem barricada em uma rua que leva a prédio do governo em Kiev. Em protesto contra o presidente, ucranianos afirmaram que detêm o controle do prédio, enquanto líderes da oposição pressionam por uma renúncia de Viktor Yanukovich
Foto: Reuters
21 de fevereiro - Manifestantes permanecem na Praça da Independência depois de confrontos com a polícia
Foto: Getty Images
21 de fevereiro - Manifestantes voltam a montar barricadas depois de confrontos com a polícia no dia 20
Foto: Getty Images
21 de fevereiro - Manifestante coloca um pneu em chamas em uma barricada, em Kiev
Foto: Getty Images
21 de fevereiro - O clima ainda é de tensão na capital Kiev
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21 de fevereiro - Ucranianos se protegem atrás das barricadas
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21 de fevereiro - A violência explodiu novamente em Kiev enquanto políticos da oposição da Ucrânia participavam de uma reunião com o presidente russo Viktor Yanukovich
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21 de fevereiro - Manifestantes montam barricadas na Praça da Independência, em Kiev
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21 de fevereiro - Homem escala barricada montada por manifestantes
Foto: Reuters
21 de fevereiro - Manifestantes permaneciam da praça da Independência enquanto o presidente russo Viktor Yanukovich, membros da oposição e lideranças da União Europeia discutiam uma solução para a crise
Foto: Reuters
20 de fevereiro - Ativistas oram diante corpos dos manifestantes mortos nos confrontos
Foto: AP
20 de fevereiro - Padres rezaram sob os corpos dos manifestantes mortos nos confrontos com a polícia nesta quinta-feira. Armas de fogo foram utilizadas no dia mais tenso dos últimos meses
Foto: Reuters
20 de fevereiro - Manifestantes feridos estão sendo levados da Praça da Independência. Os corpos dos mortos na manhã desta quinta-feira foram encontrados na praça, principal palco dos protestos, e na recepção de um hotel
Foto: Twitter
20 de fevereiro - Corpos de manifestantes podem ser vistos na Praça da Independência, em Kiev. Pelo menos 17 civis morreram na manhã desta quinta-feira. O presidente do país anunciou que "dezenas de policiais também estão mortos"
Foto: Reuters
20 de fevereiro - Manifestantes feridos estão sendo levados da Praça da Independência. Os corpos dos mortos na manhã desta quinta-feira foram encontrados na praça, principal palco dos protestos, e na recepção de um hotel
Foto: Reuters
20 de fevereiro - Corpos de manifestantes podem ser vistos na Praça da Independência, em Kiev. Pelo menos 21 civis morreram na manhã desta quinta-feira. O presidente do país anunciou que "dezenas de policiais também estão mortos"
Foto: Twitter
20 de fevereiro - Manifestantes feridos estão sendo levados da Praça da Independência. Os corpos dos mortos na manhã desta quinta-feira foram encontrados na praça, principal palco dos protestos, e na recepção de um hotel
Foto: Twitter
20 de fevereiro - Corpos de manifestantes podem ser vistos na Praça da Independência, em Kiev. Pelo menos 21 civis morreram na manhã desta quinta-feira. O presidente do país anunciou que "dezenas de policiais também estão mortos"
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20 de fevereiro - Pelo menos 21 civis foram mortos na manhã desta quinta-feira
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20 de fevereiro - Pelo menos 21 civis foram mortos na manhã desta quinta-feira
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20 de fevereiro - Pelo menos 10 corpos foram deixados no Hotel Ukraine. Os confrontos no país tiveram seu dia mais violento na manhã desta quinta-feira
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20 de fevereiro - Corpos de manifestantes podem ser vistos na Praça da Independência, em Kiev. Pelo menos 21 civis morreram na manhã desta quinta-feira. O presidente do país anunciou que "dezenas de policiais também estão mortos", segundo informações da Reuters
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20 de fevereiro - Armas de fogo foram utilizadas nos confrontos entre polícia e manifestantes contra o governo na manhã desta quinta-feira. Há pelo menos 21 mortos
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20 de fevereiro - Armas de fogo foram utilizadas nos confrontos entre polícia e manifestantes contra o governo na manhã desta quinta-feira
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20 de fevereiro - O presidente ucraniano Viktor Yanovich disse que dezenas de policiais estão mortos depois dos conflitos na madrugada desta quinta-feira
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20 de fevereiro - Padres rezaram sob os corpos dos manifestantes mortos nos confrontos com a polícia nesta quinta-feira. Armas de fogo foram utilizadas no dia mais tenso dos últimos meses
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20 de fevereiro - O presidente ucraniano Viktor Yanovich disse que dezenas de policiais estão mortos depois dos conflitos na madrugada desta quinta-feira
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20 de fevereiro - Manifestante mostra rosto um homem morto durante confrontos com a polícia nesta quinta-feira
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20 de fevereiro- Manifestante ferido é levado da Praça da Independência na manhã desta quinta-feira
Foto: AP
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EUA saúdam liberação de opositora
Os Estados Unidos saudaram neste sábado a liberação da ex-primeira-ministra ucraniana e líder opositora Yulia Timochenko, enquanto afirmaram que o país deve "decidir seu próprio futuro", após a destituição do presidente Viktor Yanukovytch pelo Parlamento.
"Nós a desejamos uma rápida recuperação enquanto busca o tratamento médico adequado, de que tanto precisa", indicou a Casa Branca em um comunicado, acrescentando: "O princípio inquebrantável que deve guiar os acontecimentos é o de que o povo da Ucrânia deve decidir seu próprio futuro".
A Casa Branca indicou em seu comunicado que tem defendido permanentemente "uma redução da violência, uma mudança constitucional, um governo de coalizão e eleições antecipadas". "Os acontecimentos de hoje nos aproximam destas metas", acrescentou.
"Saudamos o trabalho construtivo da Rada (Parlamento) e seguimos pedindo a rápida formação de um governo amplo e tecnocrático de união nacional", indicou na nota.
Washington concluiu: "Trabalharemos com nossos aliados, com a Rússia e com as organizações europeias e internacionais adequadas para apoiar uma Ucrânia forte, próspera, unida e democrática".