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Após semana de grandes protestos, Turquia vive ambiente de certa calma

8 jun 2013 - 05h40
(atualizado às 05h54)
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As grandes celebrações, o ambiente festivo e o clima de paz marcaram a madruga em Istambul e Ancara neste sábado, quando se completa uma semana do início dos maiores protestos antigovernamentais em dez anos.

Os únicos incidentes registrados em todo o país foram alguns fatos isolados em Sultangazi, um bairro humilde da periferia europeia de Istambul, e outros na cidade sulina de Adana.

Em Ancara, sob um clima de festa, centenas de pessoas realizaram um panelaço em massa, no qual não foram registrados incidentes ao longo de sua realização.

Na Praça Taksim de Istambul, onde foram iniciados os protestos que colocaram o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan em xeque, uma grande multidão seguiu até o início desta manhã com cantos, música e bailes, também sem incidentes.

O que começou como um protesto contra a destruição de um dos poucos parques do centro de Istambul se transformou em uma onda de protesto inédita, que, até o momento, deixou dois mortos, três pessoas em coma - uma delas em estado de morte cerebral -, e mais de 4 mil feridos.

Os manifestantes ocupam desde a última semana a Praça Taksim, na qual a polícia não entra desde no último sábado, enquanto acampamentos similares também foram organizados em Ancara e Esmirna.

O governo reconheceu um excesso de força policial no início dos protestos, mas exigiu que os manifestantes controlassem suas atitudes e assegurou que há elementos com antecedentes de "terrorismo" entre os manifestantes.

Os jornais "Radikal" e "Milliyet" informaram hoje que, após um encontro de responsáveis de segurança, foi decidido que os protestos não serão reprimidos neste fim de semana, mas que novas decisões seriam tomadas a partir de segunda-feira.

Hoje também está prevista uma reunião de responsáveis do partido governamental AKP para tratar o assunto dos protestos e a melhor forma de encontrar uma solução da situação.

Yalcin Akdogan, assessor chefe do primeiro-ministro turco, declarou em um programa turco que estavam negociando uma saída para situação e que via nos protestos uma tentativa de debilitar o partido governamental diante das eleições legislativas locais e presidenciais de 2014.

A imprensa turca também informou hoje que os estrangeiros detidos durante os protestos são, em sua grande maioria, estudantes do programa de intercâmbio Erasmus.

A chamada "Plataforma de Solidariedade com Taksim", lançou uma convocação para reunir milhares de pessoas amanhã na praça, uma proposta que já foi aceita e confirmada por várias organizações civis.

A plataforma cidadã também solicitou que hoje se completasse uma "jornada de silêncio" para não incomodar os milhões de estudantes que passarão por uma decisiva jornada de exames.

EFE   
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