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Europa confirma que brasileiros serão barrados em reabertura

União Europeia permitiu que cidadãos de 14 países realizem viagens não essenciais para o bloco; Uruguai é único país permitido na América do Sul

30 jun 2020
11h49
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BRUXELAS - A União Europeia confirmou nesta terça-feira, 30, que países como Brasil e Estados Unidos estão fora da lista das nações cujos cidadãos podem realizar visitas não essenciais ao bloco de países a partir de 1º de julho.

Durante reabertura, turistas brasileiros não serão aceitos na Europa
15/06/2020 REUTERS/Enrique Calvo
Durante reabertura, turistas brasileiros não serão aceitos na Europa 15/06/2020 REUTERS/Enrique Calvo
Foto: Reuters

O grupo de 27 países aprovou viagens de lazer ou negócios para 14 países: Argélia, Austrália, Canadá, Georgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia e Uruguai.

A questão da China está em suspenso - as viagens só serão abertas caso as autoridades chinesas também permitam visitantes da União Europeia. A reciprocidade foi um dos critérios para os países integrarem a lista.

Estados Unidos e Brasil, os dois países com maior número de casos e de mortes pelo novo coronavírus, foram excluídos - assim como Turquia, Rússia e Índia. EUA e Brasil têm, juntos, mais de quatro milhões de casos confirmados e registraram cerca de 188 mil mortes, de acordo com um levantamento da Universidade Johns Hopkins.

A decisão para novas reaberturas será revisada pelo conjunto de países europeus a cada 15 dias.

A criação de uma lista comum de estrangeiros que possam entrar no bloco faz parte de um esforço maior da União Europeia para tentar reabrir as fronteiras internas entre seus 27 Estados membros. Os princípios das viagens e do livre-comércio aberto entre os membros do bloco - bastante interrompidos durante a pandemia - são centrais e ainda não voltaram totalmente ao normal.

Nas últimas semanas, alguns Estados membros que precisam de turistas correram para aceitar visitantes de países não pertencentes à União Europeia e prometeram testá-los na chegada. Outros tentaram criar zonas fechadas de viagem entre certos países, chamadas de "bolhas" ou "corredores". / Com informações da Reuters e NYT

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