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EUA transformam região do Golfo em "caixa de fósforos", diz chanceler do Irã

12 ago 2019
10h44
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, acusou os Estados Unidos, nesta segunda-feira, de transformarem a região do Golfo Pérsico em uma "caixa de fósforos prestes a queimar", de acordo com a televisão Al Jazeera.

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif
05/08/2019
Nazanin Tabatabaee/WANA (West Asia News Agency) via Reuters
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif 05/08/2019 Nazanin Tabatabaee/WANA (West Asia News Agency) via Reuters
Foto: Reuters

O tráfego de navios-petroleiros através do Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz se tornou o foco de um impasse entre EUA e Irã desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou o país de um acordo nuclear internacional com Teerã e readotou sanções para estrangular as exportações de petróleo iranianas.

Depois de explosões que danificaram seis navios-tanque em maio e junho e da apreensão iraniana de um navio-tanque com bandeira britânica em julho, os EUA criaram uma missão de segurança marítima no Golfo Pérsico, integrada pelo Reino Unido, para protegerem embarcações mercantes.

Em trechos de uma entrevista citada pela Al Jazeera, sediada no Catar, Zarif disse que o estreito "é apertado, ele se tornará menos seguro à medida que embarcações (de Marinhas) estrangeiras aumentarem sua presença ali".

"A região se tornou uma caixa de fósforos prestes a queimar porque a América e seus aliados a estão inundando de armas", afirmou.

Zarif, que chegou no domingo a Doha, se encontrou nesta segunda-feira com o emir catari, Tamim bin Hamad Al-Thani, para conversar sobre a transmissão desta mensagem, noticiou a mídia estatal do Irã.

O Catar, que abriga uma das maiores bases militares norte-americanas no Oriente Médio, está tentando não ser envolvido no conflito crescente entre EUA e Irã.

No mês passado, a Guarda Revolucionária do Irã confiscou o navio-tanque britânico Stena Impero perto do estreito devido a supostas violações marítimas, duas semanas depois de o Reino Unido apreender um petroleiro iraniano perto de Gibraltar, acusando o país de violar sanções impostas à Síria.

A disputa a respeito dos navios-tanque envolveu o Reino Unido no atrito diplomático entre as maiores potências da União Europeia, que querem preservar o acordo nuclear com o Irã, e os EUA, que buscam uma diretriz mais rígida com o regime.

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