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EUA relembram 25 anos do 11/9 com homenagens em Nova York e no Pentágono

Em discurso, Trump disse que atentado é algo que 'nunca será esquecido'

11 set 2026 - 13h23
(atualizado às 13h50)
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Resumo
Os Estados Unidos relembraram os 25 anos dos atentados de 11 de Setembro com cerimônias em Nova York e no Pentágono. No Memorial do World Trade Center, familiares homenagearam as quase 3 mil vítimas com leitura de nomes e minuto de silêncio, evento que reuniu líderes políticos e ex-presidentes. Paralelamente, Donald Trump discursou no Pentágono prometendo manter o combate ao terrorismo e criticando o Irã. O marco histórico também contou com atos religiosos pregando união e paz entre os povos.

Os Estados Unidos realizam nesta sexta-feira (11) uma série de cerimônias para marcar os 25 anos dos atentados de 11 de Setembro, que deixaram quase 3 mil mortos e destruíram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001.

A principal homenagem ocorreu no Memorial do 11 de Setembro, no local onde ficavam as torres. Familiares das vítimas participaram da cerimônia e fizeram a leitura dos nomes dos mortos nos ataques contra Nova York, o Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia.

Às 8h46 (horário local), os norte-americanos fizeram um minuto de silencia para lembrar o momento em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte do World Trade Center. Após a homenagem, o violoncelista Yo-Yo Ma se apresentou, antes da leitura dos nomes das vítimas.

A cerimônia foi aberta por dois jovens que perderam, respectivamente, um tio e um avô nos atentados. O ato também reuniu o vice-presidente J.D. Vance e todos os ex-presidentes americanos vivos: Joe Biden, George W. Bush, Barack Obama e Bill Clinton.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, também participou da cerimônia, apesar de ter enfrentado resistência da população por conta de ser muçulmano e porque um de seus conselheiros atuou como advogado de um integrante da Al-Qaeda, grupo responsável pelos atentados.

Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, participou de uma cerimônia no Pentágono, em Washington, acompanhado da primeira-dama Melania Trump. O edifício foi um dos alvos dos ataques de 11 de Setembro, quando o voo 77 da American Airlines atingiu o complexo às 9h37 e deixou os 59 cidadãos a bordo mortos.

A primeira parte da cerimônia também incluiu a leitura dos nomes das 125 pessoas que morreram no Pentágono. Durante a execução do hino nacional americano, Trump prestou continência e, na sequência, depositou flores em homenagem às vítimas.

Em seu discurso, o republicano afirmou que os Estados Unidos devem manter viva a memória dos mortos e destacou a determinação do país no combate ao terrorismo.

"Nunca, jamais esqueceremos os nomes deles. É por isso que lutamos hoje. Não temos escolha. A única opção é a vitória", enfatizou.

Trump também prometeu proteger os Estados Unidos e suas liberdades para as futuras gerações. "Protegeremos este país e suas liberdades para todas as gerações futuras; nós o protegeremos como nunca antes."

Durante o discurso no Pentágono, Trump também desviou o foco da cerimônia para a política externa americana, afirmando que os Estados Unidos estão enfrentando o que chamou de "terror horrível e perverso". Além disso, homenageou militares envolvidos em ações contra o Irã.

O líder norte-americano classificou a República Islâmica do Irã como "o maior patrocinador do terrorismo no mundo" e afirmou que o país não terá uma arma nuclear.

"Prestamos homenagem aos militares que trabalham neste momento para garantir que o maior patrocinador do terrorismo no mundo, a República Islâmica do Irã, nunca ? sob nenhuma circunstância ? possua uma arma nuclear", destacou.

Também hoje, uma missa em memória das vítimas foi celebrada na Catedral de São Patrício, em Nova York. Biden e Mamdani participaram da cerimônia e ficaram na primeira fila.

Na homilia, o arcebispo de Nova York, monsenhor Ronald Hicks, afirmou que o sofrimento provocado pelos ataques permanece 25 anos depois, porque uma tragédia da dimensão do 11 de Setembro "nunca desaparece completamente".

O religioso também destacou a importância da união entre diferentes comunidades religiosas e afirmou que rabinos, imãs e ministros protestantes estiveram presentes nas celebrações.

"Precisamos uns dos outros", afirmou ele, acrescentando que a cura, a paz, a justiça e a unidade dependem de um esforço contínuo da sociedade.

As cerimônias desta sexta-feira lembram um dos acontecimentos mais traumáticos da história recente dos Estados Unidos. Em 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da Al-Qaeda.

Dois deles atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Outro atingiu o Pentágono, na região de Washington. O quarto avião caiu em um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave. Ao todo, 2.977 pessoas morreram nos ataques.  

Ansa - Brasil
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