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EUA e México retomam negociações comerciais enquanto Trump impõe novas tarifas ao Canadá

21 jul 2026 - 09h38
(atualizado às 11h33)
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Os negociadores comerciais dos ‌Estados Unidos e do México se reunirão nesta terça-feira para uma terceira rodada de negociações bilaterais, com o objetivo de avançar na revisão do acordo comercial da América do Norte, conhecido como USMCA, justamente no momento em que o presidente norte-americano, Donald Trump, impõe ao Canadá uma nova série de tarifas punitivas.

As negociações, das quais ⁠o Canadá está excluído, estão programadas para durar três dias e constituem as primeiras ‌discussões formais sobre alterações ao Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) desde que o governo Trump se recusou a prorrogar o pacto comercial regional, em vigor há seis anos, em 1º ‌de julho.

A medida deu início a um prazo ‌para a extinção do USMCA em 10 anos, a menos que os três ⁠países cheguem a um acordo sobre melhorias. Grupos setoriais têm instado Trump a manter intacta a estrutura trilateral e o acesso amplamente isento de tarifas que sustenta quase US$1,6 trilhão em comércio anual.

O novo embaixador do México nos EUA, Roberto Lazzeri, afirmou na sexta-feira que o México espera chegar a um novo acordo até o ‌final do ano e que acredita que os EUA e o Canadá tenham o mesmo ‌objetivo.

"A cada momento que ⁠perdemos, acho que estamos ⁠perdendo competitividade, participação de mercado e investimento; portanto, é do interesse de todos nós três chegar ⁠a uma solução em breve", disse Lazzeri, ‌ex-banqueiro de investimentos e ex-funcionário ‌do Ministério da Fazenda mexicano.

Ele acrescentou que o México compartilha do objetivo do governo Trump de trazer mais indústrias para a América do Norte, inclusive para os EUA. Outro objetivo fundamental para o México é obter alguma redução ⁠nas tarifas de segurança nacional impostas por Trump de 25% sobre automóveis mexicanos e de 50% sobre seus produtos de aço e alumínio — tarifas que também se aplicam ao Canadá.

As negociações ocorrem um dia após o governo Trump ter anunciado novas tarifas sobre quase US$20 bilhões em produtos ‌canadenses, em resposta às tarifas retaliatórias de Ottawa sobre automóveis, aço, alumínio e bebidas alcoólicas dos EUA, bem como às suas altas tarifas sobre laticínios.

Essa medida aprofunda ⁠uma divisão que tem mantido o Canadá praticamente à margem das negociações do USMCA, já que o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que houve poucos avanços no sentido de concessões.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou em comunicado que seu governo apresentou propostas abrangentes para resolver as disputas comerciais com Washington, acrescentando que as tarifas impostas anteriormente por Trump violavam o pacto comercial da América do Norte.

Greer, por sua vez, elogiou o México por não ter retaliado às tarifas dos EUA e por sua abordagem "pragmática" nas negociações, que incluem esforços para alinhar os controles de exportação do México aos dos EUA, medidas para proteger os direitos de propriedade intelectual e ações para coibir a exportação de abacates cultivados em terras desmatadas ilegalmente.

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