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EUA criticam decisão do TPI de investigar crimes na Palestina

Antony Blinken manifestou apoio formal à postura de Isra

4 mar 2021
09h50
atualizado às 10h02
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O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, criticou a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) de abrir uma investigação formal sobre possíveis crimes de guerra cometidos na Palestina desde junho de 2014.

TPI investigará crimes de guerra cometidos na Palestina desde junho de 2014
TPI investigará crimes de guerra cometidos na Palestina desde junho de 2014
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"Os Estados Unidos se opõem firmemente à investigação do TPI sobre a situação palestina. Continuaremos a defender nosso forte compromisso com Israel e sua segurança, inclusive opondo-nos a ações que miram Israel de maneira injusta", escreveu em sua conta oficial no Twitter horas após a decisão do TPI desta quarta-feira (3).

Através de uma nota oficial, Blinken reforçou a posição dizendo que o país está "desapontado" com a medida e que o tribunal "não tem jurisdição sobre essa matéria" porque Israel "não faz parte do TPI e não deu seu consentimento para a jurisdição da Corte".

O secretário de Joe Biden ainda ressaltou que os palestinos "não se qualificam como um estado soberano", mas que os EUA "permanecem profundamente comprometidos para garantir a justiça e a responsabilização por crimes internacionais atrozes".

"Os Estados Unidos acreditam que um pacífico, seguro e mais próspero futuro para as pessoas do Oriente Médio depende da construção de pontes e da criação de novas vias para o diálogo e a troca, não ações judiciais unilaterais que exacerbam tensões e cortam esforços para avançar nas negociações da solução de dois Estados", afirma ainda Blinken.

Nesta quarta-feira, a procuradora-geral do Tribunal, Fatou Bensouda, anunciou a ação formal para investigar crimes cometidos por parte das forças de Israel, das autoridades de Tel Aviv, do grupo palestino Hamas e por facções armadas palestinas durante o conflito iniciado em 13 de junho de 2014 na Faixa de Gaza.

Segundo Bensouda, há "uma base razoável" para verificar os possíveis crimes e ressaltou que a investigação será "independente, imparcial e objetiva".

O anúncio foi criticado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, mas foi celebrado pela Autoridade Nacional Palestina (ANP). .
   

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