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EUA criarão instalação de quarentena no Quênia para norte-americanos expostos ao Ebola, informa WSJ

26 mai 2026 - 19h14
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O governo Trump deve enviar ‌agentes de saúde pública dos EUA ao Quênia para trabalhar em uma possível instalação de quarentena em meio ao surto de Ebola na República Democrática do Congo, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira.

A instalação, que estava ⁠pendente de aprovação do governo queniano nesta terça-feira, destina-se ‌a norte-americanos que tenham sido expostos ou que tenham alto risco de testar positivo para o vírus na ‌região, bem como aqueles que ‌testarem positivo, disse a reportagem, citando pessoas familiarizadas ⁠com o assunto.

Alguns membros do Corpo de Comissários do Serviço de Saúde Pública dos EUA (HHS), um ramo do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, receberam avisos para serem enviados, segundo a reportagem.

A Casa Branca e o HHS ‌não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.

A ‌medida ocorre no momento ⁠em que ⁠as autoridades de saúde correm para conter um surto de crescimento ⁠rápido de uma cepa ‌rara de Ebola na ‌República Democrática do Congo e em Uganda.

A Organização Mundial da Saúde declarou o surto da rara cepa Bundibugyo, o terceiro maior já registrado, uma emergência ⁠de saúde pública de interesse internacional. O Ebola é uma doença grave e muitas vezes fatal, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais infectados.

Mais cedo nesta terça-feira, o Centro de Controle ‌e Prevenção de Doenças dos EUA pediu aos funcionários que se voluntariassem para serem enviados com urgência para apoiar ⁠a triagem de Ebola nos pontos de entrada do país, de acordo com um email visto pela Reuters.

Até o momento, nenhum caso de Ebola foi confirmado nos EUA e o risco para o público em geral continua baixo, disse o CDC.

No Congo, foram registrados 906 casos suspeitos, incluindo 105 confirmados, com 223 mortes suspeitas e 10 mortes confirmadas, segundo os dados mais recentes do CDC. Uganda registrou sete casos confirmados e uma morte, com a maioria das infecções ligadas aos casos iniciais.

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