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EUA atacam três petroleiros iranianos após Irã lançar mísseis contra dois navios norte-americanos

5 set 2026 - 12h59
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Resumo
As forças dos EUA atacaram três petroleiros iranianos, incluindo um perto da estratégica Ilha de Kharg, em retaliação a mísseis disparados pelo Irã contra navios da Marinha norte-americana. Sem registro de vítimas, a ação agrava o conflito iniciado em fevereiro e amplia os impactos no abastecimento global de energia. O episódio aumenta a pressão econômica sobre Teerã, que já enfrenta um bloqueio naval dos EUA após ter fechado o Estreito de Ormuz, afetando a oferta mundial de petróleo.

As forças norte-americanas atacaram três petroleiros ‌iranianos neste sábado, informou o Comando Central dos EUA, incluindo um na costa da Ilha de Kharg, próxima ao principal centro de exportação de petróleo do Irã.

Os ataques foram realizados depois que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) lançou mísseis balísticos contra dois navios da Marinha norte-americana, ⁠informou o Comando Central.

"Que a mensagem para o IRGC fique clara: se ‌vocês atacarem dois de nossos navios, imporemos um custo econômico ainda maior -- destruindo três dos seus", disse o almirante Brad Cooper, chefe ‌do Comando Central dos EUA.

A Tasnim, agência ‌de notícias semi-oficial iraniana, informou anteriormente que quatro mísseis norte-americanos atingiram um ⁠petroleiro na área de ancoradouro de Kharg. A Tasnim citou fontes locais afirmando que não houve vítimas e que a tripulação do petroleiro estava sendo evacuada.

Nenhum membro da equipe norte-americana ficou ferido, informou o Comando Central.

Não houve nenhum comunicado oficial imediato por parte das autoridades iranianas.

A troca ‌de ataques segue uma escalada na semana passada que ameaça aprofundar um ‌conflito que se arrasta ⁠desde que os ⁠EUA lançaram ataques contra o Irã em fevereiro, perturbando o abastecimento global de ⁠energia e gerando oposição da maioria ‌dos norte-americanos, antes das ‌eleições para o Congresso em novembro.

AMEAÇAS DE TRUMP

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em 31 de agosto, em uma postagem de uma linha nas redes sociais, acompanhada por um vídeo gerado por ⁠IA, que a Ilha de Kharg estava sendo "reduzida a pedacinhos". As autoridades iranianas prometeram uma resposta contundente caso Kharg seja atacada.

O Irã é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e exportava 90% de seu petróleo pela ‌Ilha de Kharg antes da guerra, mas os fluxos foram interrompidos desde que o bloqueio dos EUA às exportações de petróleo iraniano começou, ⁠em meados de abril.

Trump afirmou em 11 de junho que queria tomar a Ilha de Kharg, mas depois disse que uma operação militar norte-americana no local estava fora de questão por enquanto, dias antes de Teerã e Washington assinarem um acordo provisório com o objetivo de encerrar a guerra.

Um ataque dos EUA a Kharg pressionaria ainda mais a indústria petrolífera do Irã e sua economia em geral, que já está abalada pelo bloqueio naval norte-americano.

Os EUA impuseram seu bloqueio aos portos iranianos depois que o Irã fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma importante via navegável que transportava um quinto do suprimento mundial de petróleo antes da guerra.

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