EUA afirmam se opor à "coerção" chinesa após imposição de sanções a ministros de Belize e do Paraguai
O governo dos EUA criticou a China por impor sanções a ministros de Belize e do Paraguai devido aos seus laços diplomáticos com Taiwan. Washington classificou a atitude de Pequim como coerção contra nações soberanas do hemisfério ocidental e reiterou apoio aos seus aliados e à ilha autogovernada. A China, que considera Taiwan parte de seu território, exigiu que os norte-americanos parem de apoiar forças separatistas, em meio a disputas por influência geopolítica na América Latina.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se opõe à "coerção e agressão" da China contra países que exercem seus direitos soberanos, afirmou o Departamento de Estado dos EUA, depois que Pequim impôs sanções a ministros de Belize e do Paraguai por causa de seus laços com Taiwan.
O Paraguai e Belize são dois dos apenas 12 países que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan. A China afirma que Taiwan é uma de suas províncias, sem direito de agir como um Estado — uma visão que o governo de Taipé rejeita veementemente.
As sanções são, em grande parte, simbólicas, pois os ministros dos aliados diplomáticos de Taiwan geralmente não viajam para a China. Pequim já havia imposto medidas semelhantes, principalmente a políticos ocidentais, por seu apoio a Taiwan, que é governado democraticamente.
"O governo Trump se opõe à coerção e à agressão da China contra países do nosso hemisfério por exercerem seus direitos soberanos", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em comunicado.
Pigott citou comentários anteriores do secretário de Estado Marco Rubio de que os EUA "não permitirão que nossa região se torne uma base de operações para adversários, concorrentes e rivais que ameacem nossa segurança ou prejudiquem nossas parcerias".
"Estamos ao lado de nossos amigos e parceiros, incluindo Taiwan, para promover nossa prosperidade, segurança e valores compartilhados", acrescentou Pigott.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os Estados Unidos deveriam "parar de enviar sinais errados às forças separatistas de Taiwan".
Os Estados Unidos são o mais importante apoiador internacional de Taiwan, apesar da ausência de relações diplomáticas formais.
Washington tem se mostrado preocupado não apenas com os esforços de Pequim para conquistar os aliados remanescentes de Taiwan, mas também com as tentativas de aumentar sua influência na América Latina.
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