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EUA acusam Irã de romper trégua e respondem com 'ataques pesados'

Bombardeio americano matou família com criança de dois anos, disse Teerã

30 jul 2026 - 08h52
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O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou nesta quinta-feira (30) a conclusão de uma "série de ataques pesados" contra o Irã, acusado de romper a frágil trégua de três dias entre as partes e atacar forças americanas no Oriente Médio.

    Os EUA "atingiram dezenas de alvos pertencentes ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Irã, incluindo centros de comando militar, instalações de mísseis e drones, locais de vigilância e defesa costeira, e capacidades marítimas".

    "Esses ataques visaram reduzir ainda mais as ameaças que Teerã e seus aliados representam para as forças dos EUA, para a navegação comercial e para os países vizinhos do Golfo", afirmou o Centcom no X.

    Durante um comício virtual, o presidente americano, Donald Trump, prometeu "acabar com o Irã muito em breve", disse a Bloomberg.

    A ofensiva ocorreu após o Centcom confirmar, no anoitecer de quarta-feira (29), que a IRGC "lançou mísseis balísticos de surpresa contra forças americanas no Oriente Médio", no caso, na Jordânia, pondo fim à trégua de três dias entre as partes. Um porta-voz jordaniano confirmou que o Exército do país "abateu cinco mísseis iranianos".

    Segundo a mídia estatal iraniana, as agressões dos EUA na ilha de Qeshm "mataram três pessoas da mesma família: o pai, a mãe e o filho de dois anos".

    O Pasdaran também confirmou a morte de três de seus soldados no combate contra os americanos no noroeste do país.

    Por sua vez, a IRGC prometeu uma "dura resposta" contra nações consideradas responsáveis por ajudar os EUA em ataques contra Teerã.

    "Países que ajudarem o agressor enfrentarão uma resposta dura se não corrigirem sua conduta", diz um comunicado da Guarda Revolucionária, citado pela agência de notícias Fars, sem dar mais detalhes. .

Ansa - Brasil
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