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Papa revela desejo de visitar EUA 'em breve' e manda mensagem a imigrantes

'É preciso ter coragem e esperança', declarou o pontífice americano

30 jul 2026 - 07h57
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O papa Leão XIV revelou que espera viajar aos Estados Unidos em breve e enviou uma mensagem de encorajamento aos imigrantes, grupo que constitui um dos bodes expiatórios preferidos do presidente Donald Trump.

    "Tenham esperança, busquem viver de forma ordenada. É preciso aprender a viver em paz e ter coragem e esperança", afirmou o pontífice em entrevista à emissora americana de língua espanhola Telemundo, à margem do evento "Cânticos de Paz", realizado na última quarta-feira (29), em Castel Gandolfo, e que contou com o tenor italiano Andrea Bocelli.

    Questionado se gostaria de transmitir essa mensagem pessoalmente nos Estados Unidos, Leão XIV respondeu: "Pessoalmente, no sentido de ser em uma visita, claro que sim".

    O Papa ainda reforçou o desejo de viajar a seu país natal em outra entrevista, desta vez à emissora NBC, também à margem do evento em Castel Gandolfo, residência de férias dos pontífices.

    "Eles [os americanos] vão me ver lá. Por coincidência, hoje mesmo estávamos olhando o calendário dos próximos dois anos.

    Ainda não há nada definitivo, mas certamente espero estar lá em breve", disse.

    Robert Prevost, primeiro papa dos EUA na história da Igreja Católica, também foi questionado sobre a importância de ser americano. "Eu me considero mais um Papa que, por acaso, é americano. Não que eu queira diminuir o que significa ser americano. Nasci nos Estados Unidos, minha família ainda mora nos Estados Unidos, tenho um grande amor pela América, mas entendo minha missão como algo que tem uma dimensão muito importante, isto é, ser o pastor de uma Igreja universal e ter uma voz e uma oportunidade de falar com pessoas ao redor do mundo", declarou.

    Ao mesmo tempo, Leão XIV reconheceu que "ser o primeiro Papa americano tem um grande significado" para o povo dos Estados Unidos, "a julgar pela reação que vimos desde 8 de maio do ano passado".

    O líder católico também exaltou o "senso de liberdade e oportunidade" presente nos EUA, bem como o fato de o país ter "convidado pessoas provenientes de todo o mundo para ser parte da América".

    "Venho de uma família de avós imigrantes. Por parte de mãe, há pessoas que foram tanto escravas quanto donas de escravos. Há uma história, por assim dizer, de ter crescido no tipo de experiência que ajuda a reconhecer em mim mesmo uma das grandes riquezas dos Estados Unidos, e sigo defendendo os princípios que, por tantos anos, fizeram parte do que significa ser americano, e isso continuará", afirmou.

    Um estudo da história da família de Leão XIV feito no ano passado por Henry Louis Gates, da emissora PBS, revelou ascendências cubana, italiana e francesa, entre outras, na árvore genealógica do pontífice. .

Ansa - Brasil
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