Estudantes franceses em protesto prometem continuar luta após conquistarem primeira vitória
Apesar da vitória inicial com a promessa do governo francês de contratar 3 mil professores para vagas abertas, sindicatos estudantis e de docentes prometeram manter os protestos e convocaram novas greves para terça-feira. Com 141 instituições fechadas, o movimento contra a precarização e os cortes no orçamento gerou vandalismo, deixou mais de 100 profissionais da educação feridos na França e já inspira manifestações semelhantes na Bélgica.
Os sindicatos estudantis franceses prometeram nesta sexta-feira dar continuidade aos protestos após conquistarem o que chamaram de sua primeira vitória em uma campanha que conta com apoio cada vez maior das universidades de elite de Paris, com 141 instituições ainda fechadas em todo o país.
Os protestos se transformaram em um movimento mais amplo, com um número crescente de estudantes universitários se manifestando para expressar sua indignação com o que chamam de um sistema disfuncional, agravado pelos cortes de gastos provocados pela crise orçamentária da França.
Sindicatos de estudantes e professores convocaram mais uma rodada de greves escolares em todo o país para a próxima terça-feira.
Enquanto isso, os sindicatos estudantis comemoraram o que consideram sua primeira vitória real, depois que o governo se comprometeu, na noite de quinta-feira, a enviar cerca de 3 mil professores — que estão totalmente qualificados, mas ainda não começaram a trabalhar — para preencher as vagas em aberto, uma das principais reivindicações dos manifestantes.
A medida, que o governo chamou de "plano de emergência", mostra que vale a pena os estudantes continuarem seus protestos, disse Marius Mesnil, de um sindicato de estudantes do ensino médio, à rádio Franceinfo.
"Acho uma loucura que precisemos bloquear centenas de escolas de ensino médio apenas para conseguir um plano de preenchimento de vagas", acrescentou ele.
O Ministério da Educação da França está entrando em contato com urgência com cerca de 3.000 professores substitutos que poderiam ser enviados às escolas com as necessidades mais urgentes, muitas vezes localizadas em áreas de baixa renda, disse o ministro da Educação, Edouard Geffray.
Durante uma visita a uma escola na região de Paris que foi vandalizada durante os protestos, ele afirmou que mais de 100 profissionais da educação ficaram feridos até o momento nos protestos em todo o país.
O movimento alimentou protestos estudantis semelhantes na Bélgica, que na sexta-feira foram intensificados por uma greve nacional durante a qual ocorreram confrontos entre manifestantes e a polícia em Bruxelas.
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