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Esnobado pelo Nobel, Trump republica mensagem contra Navi Pillay

Texto acusa jurista de nutrir 'ódio declarado' contra EUA e Israel

9 out 2026 - 11h36
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Resumo
Preterido pelo Nobel da Paz após intensa campanha, Donald Trump compartilhou críticas à escolha da jurista sul-africana Navi Pillay para a honraria. A publicação compartilhada pelo ex-presidente acusa o comitê de desmoralizar o prêmio e ataca Pillay por ter liderado uma investigação da ONU que apontou genocídio cometido por Israel em Gaza. O texto defende que Trump merecia a láurea e exalta suas ações diplomáticas no Oriente Médio e na busca pelo fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta sexta-feira (9) em sua rede social Truth um post que critica a escolha da jurista sul-africana Navi Pillay para o Nobel da Paz de 2026.

    O texto afirma que o Comitê Norueguês do Nobel "se tornou protagonista de uma vergonha irreparável" e que Pillay "nutre um ódio declarado contra a América e Israel".

    Segundo a mensagem, a instituição "diminuiu o outrora prestigioso Prêmio Nobel da Paz ao concedê-lo a Navi Pillay", que "conduziu uma 'investigação' farsa ao sustentar que Israel teria cometido genocídio na Faixa de Gaza".

    O texto diz ainda que a sul-africana "não goza de qualquer credibilidade em esferas normais e nunca fez nada para favorecer a paz", além de listar supostos feitos de Trump que o credenciariam para o prêmio.

    "Trump nos deu os Acordos de Abraão, que o mundo considerava impossíveis e que agora estão se expandindo! Trouxe os reféns [israelenses] de volta quando tudo parecia perdido! Está fazendo todos os esforços para acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia e para deter o Irã, principal patrocinador do terrorismo internacional, além de tentar reconstruir Gaza, apesar dos esforços dos terroristas para controlá-la", acrescenta.

    O presidente fez campanha aberta para ser laureado com o Nobel da Paz, alegando que solucionou diversos conflitos armados pelo mundo. A opositora venezuelana María Corina Machado, premiada no ano passado, entregou sua medalha para Trump, na esteira da deposição de Nicolás Maduro, mas não conseguiu convencer o republicano a apoiá-la para substituir o líder chavista.

    Já Pillay, de 85 anos, foi anunciada como vencedora do Nobel por sua atuação na promoção do direito internacional e no julgamento de crimes de guerra e contra a humanidade.

    Ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, ela presidiu uma comissão das Nações Unidas sobre os territórios palestinos ocupados, cujo relatório acusou Israel de genocídio em Gaza. Atualmente, é juíza da Corte Internacional de Justiça.

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Ansa - Brasil
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