Estônia diz que Rússia ordenou ataque incendiário de agosto contra empresa de defesa
O governo da Estônia concluiu que o incêndio ocorrido em agosto na empresa de defesa Milrem Robotics, fornecedora de veículos à Ucrânia, foi um ataque ordenado pelos serviços de inteligência da Rússia. Segundo autoridades estonianas, o incidente é compatível com outras sabotagens russas na Europa. O Kremlin negou veementemente as acusações, classificando-as como infundadas, enquanto a Suécia manifestou total apoio ao país báltico e considerou o caso extremamente grave.
A Estônia disse nesta terça-feira que concluiu que um incêndio em agosto na empresa de defesa estoniana Milrem Robotics — fornecedora de veículos terrestres não tripulados para a Ucrânia — foi causado por um ataque incendiário encomendado pelos serviços de segurança russos.
O primeiro-ministro Kristen Michal afirmou que a conclusão se baseou em informações coletadas pelo Serviço de Segurança Interna da Estônia, o KAPO.
O Kremlin negou a alegação de que a Rússia estivesse por trás do ataque, classificando as acusações como infundadas e dizendo que não as levaria a sério.
A Estônia não divulgou suas evidências no caso, citando a confidencialidade dos serviços de segurança, mas disse que o incidente era consistente com outras sabotagens realizadas em nome da Rússia na Europa.
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, disse que o caso era "extremamente grave" e que a Suécia apoia plenamente o país báltico.
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