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Estados Unidos

Tempestade Nicole mata nove pessoas na Jamaica

30 set 2010 - 17h53
(atualizado em 30/9/2010 às 01h17)
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A tempestade tropical Nicole, que se dissipou ao chegar à Flórida nesta quarta-feira, causou inundações que mataram nove pessoas pessoas e deixaram mais cinco desaparecidos na Jamaica. Todos os casos fatais foram causados por afogamento.

Imagem de satélite mostra a tempestade tropical Nicole se formando sobre Cuba
Imagem de satélite mostra a tempestade tropical Nicole se formando sobre Cuba
Foto: AP

No caso mais grave, uma casa foi inundada pela cheia de um ria em Liguanea, matando seis moradores. Dois idosos que, segundo a Polícia, passaram a noite bebendo, também foram arrastados pelas fortes correntes quando retornavam para casa. A nona vítima é um rapaz de 17 anos que morreu quando tentava atravessar um rio em Harbour View, a 7 km de Kingston.

Várias estradas foram interrompidas por conta do barro, e diversas pontes sofreram graves danos. Autoridades decretaram o fechamento das escolas públicas e privadas. Cerca de 300 mil casas ficaram sem eletricidade - cerca de 40% dos clientes do sistema público de eletricidade. A aeroporto de Kingston fechou por várias horas.

Vizinhos

Ilhas vizinhas à Jamaica também sentiram a ação da tempestade. Em Cuba, a parte mais castigada foi o centro da ilha, interrompendo uma prolongada seca que já causava escassez de água. A província de Sancti Spiritus recebeu quase 200 milímetros de chuva.

"Essas chuvas são um presente do céu. Tomara que durem dois ou três dias", disse Mariela Diaz, funcionária de um escritório em Sancti Spiritus.

As Ilhas Cayman, parte de Cuba e as Bahamas estão em estado de alerta, que foi suspenso na Flórida porque o ciclone seguiu mais a leste do que se esperava. Mesmo assim, o sudeste do Estado deve ter chuvas fortes.

Divergências

O ciclone - vasto e irregular - oscila no limite mínimo para ser considerado uma tempestade tropical. Meteorologistas americanos estimaram ventos em 65 km/h, enquanto Cubanos calcularam sua velocidade em 59 km/h.

"É um sistema marginal", disse o especialista em furacões Richard Pasch, de Miami. "A interpretação deles (cubanos) é que eles não acham que seja uma tempestade (...). Eles estão de um lado da margem, e nós estamos no outro", acrescentou.

O centro da tormenta também era de localização incerta. Um instituto dos EUA estimou-se se encontrar, na tarde desta quarta-feira, a cerca de 130 km a nordeste de Havana.

O ciclone avança para norte-nordeste e deve passar para o Atlântico na quarta-feira, entre a Flórida e as Bahamas, dissipando-se ainda mais no fim de semana ao encontrar a costa leste dos EUA, na altura da Carolina do Norte e Carolina do Sul.

Seja ou não classificada como tempestade tropical, Nicole pode causar chuvas perigosas. Na Jamaica, as inundações repentinas provocadas pelo ciclone fizeram com que dois idosos fossem levados pela correnteza e morressem afogados, em lugares diferentes.

Com informações de Reuters e EFE.

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