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Jornalista americano libertado na Síria diz estar emocionado

Curtis foi capturado por rebeldes em outubro de 2012, pouco depois de chegar à Síria

27 ago 2014
13h20
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Um jornalista americano libertado depois de permanecer sequestrado por quase dois anos na Síria afirmou nesta quarta-feira estar profundamente emocionado pelos esforços realizados por centenas de pessoas para salvar sua vida.

<p>Curtis retornou a Boston dois dias após as autoridades do Catar conseguirem sua libertação depois de negociar com os milicianos </p>
Curtis retornou a Boston dois dias após as autoridades do Catar conseguirem sua libertação depois de negociar com os milicianos
Foto: Reuters

Peter Theo Curtis, de 45 anos, retornou na noite de terça-feira a Boston, dois dias após as autoridades do Catar conseguirem sua libertação depois de negociar com os milicianos vinculados à Al-Qaeda que o mantinham detido desde outubro de 2012.

Vestido com uma camiseta, sorridente e um pouco nervoso, Curtis se apresentou na manhã desta quarta-feira à imprensa que o esperava na porta de sua casa em Cambridge para fazer uma breve declaração de agradecimento a todos os que trabalharam para sua libertação.

"Soube pouco a pouco que existiram literalmente centenas de pessoas valentes, pessoas decididas e de bom coração, trabalhando em todo o mundo por minha libertação. Estiveram trabalhando durante dois anos nisso. Não tinha ideia desse fato quando estava na prisão. Não tinha ideia de que estavam fazendo tanto esforço por mim. E agora, tendo descoberto isso, estou profundamente emocionado", disse.

"Estou emocionado por outra coisa: porque pessoas completamente desconhecidas se aproximam de mim e me dizem 'estamos felizes por você estar em casa. Bem-vindo'. A todas essas pessoas, um enorme obrigado de coração, do fundo do meu coração", acrescentou.

A libertação de Curtis ocorreu após o brutal assassinato de outro jornalista americano sequestrado na Síria, James Foley, cuja decapitação publicada na internet no dia 19 de agosto pelo Estado Islâmico (EI) comoveu o mundo.

Curtis foi capturado pouco depois de ter entrado na Síria em outubro de 2012 e foi detido por um grupo vinculado à rede terrorista Al-Qaeda conhecido como Frente Al-Nosra, de acordo com sua família.

Durante seu cativeiro, a imprensa evitou publicar o nome do jornalista a pedido de sua família, uma decisão que sua mãe, Nancy Curtis, agradeceu.

Em suas breves declarações nesta quarta-feira, Curtis disse aos seus colegas que não podia conceder entrevistas imediatamente, mas que no futuro responderia as suas perguntas.

Segundo a família de Curtis, o governo do Catar garantiu que não pagou um resgate para libertá-lo.

Os Estados Unidos mantêm uma política de não pagar para libertar seus cidadãos sequestrados, explicando que fazer isso pode colocar em risco os americanos no mundo inteiro.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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