EUA indiciam 11 por contrabando de mel chinês
Autoridades federais americanas indiciaram nesta quinta-feira dez executivos alemães e um chinês e seis empresas por contrabandear US$ 40 milhões (cerca de R$ 70 milhões) em mel procedente da China para os Estados Unidos.
Os executivos faziam parte de uma operação de "lavagem de mel", que consistia em comprar o produto barato da China e trocar os rótulos para evitar a fiscalização.
Os novos rótulos davam a entender que o mel vinha de países como Rússia, Filipinas, Indonésia e outros.
De acordo com o jornal Chicago Sun-Times, o mel chinês é sujeito a taxas de importação de até 221% nos Estados Unidos, e os contrabandistas estavam prejudicando os concorrentes legais, que tinham dificuldade em competir com o preço do produto ilegal.
Com a operação, os acusados teriam evitado o pagamento de cerca de U$ 80 milhões em taxas de importação.
Antibióticos
De acordo com a acusação, dez dos suspeitos eram executivos na empresa alemã Alfred L Wolff, que comprava o mel e fazia o transporte do produto. O outro acusado é um gerente de vendas da empresa de exportação QHD Sanhai Honey, baseada na China.
No caminho até os Estados Unidos, o mel era filtrado para eliminar pólen e outras substâncias que pudessem indicar sua origem. Uma parte era misturada a mel indiano ou adulterada com antibióticos.
Os envolvidos fizeram envios ilegais de mel para o país entre 2002 a 2009.
Os envolvidos no caso podem ser condenados a até 20 anos de prisão, além do pagamento de uma multa que pode chegar a US$ 250 mil. Seis suspeitos estão detidos e os demais devem ser deportados.
Citado no Chicago Sun-Times, o chefe do departamento de imigração e alfândega de Chicago, Gary Hartwig, disse que a investigação sobre o contrabando durou dois anos e revelou um esquema "internacional sofisticado".