Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Estados Unidos

Casa Branca diz que está monitorando a situação de perto

19 dez 2011 - 03h35
(atualizado às 15h07)
Compartilhar

O governo dos Estados Unidos, que observa atentamente a situação após a morte do líder norte-coreano Kim Jong-il, reiterou seu compromisso com a estabilidade na região, embora tenha afirmado que não percebe "mudanças alarmantes" na Coreia do Norte.

O porta-voz da Casa Branca, Dan Pfeiffer, disse à emissora MSNBC que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manteve contatos com os Governos da Coreia do Sul e do Japão depois de confirmada a informação sobre a morte do líder norte-coreano, após 17 de anos dirigindo o país mais fechado do mundo.

Outro porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em declaração escrita pouco mais cedo, tinha dito que os "Estados Unidos continuam comprometidos com a estabilidade na península da Coreia, a liberdade e a segurança de seus aliados".

O governo americano esteve ponderando um esforço de aproximação com o governo da Coreia do Norte, que incluiria ajuda alimentícia para o país asiático.

Carney explicou que Obama conversou com o presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, por volta da meia-noite (horário de Washington) e Pfeiffer disse que manteve um contato de alto nível com o governo da China.

Já o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Martin Dempsey, disse que Washington e seus aliados "não viram mudança alguma no comportamento norte-coreano de uma natureza que seja alarmante". Dempsey fez suas declarações aos jornalistas que o acompanham em uma viagem na Alemanha e o relatório foi divulgou pela Agência de Imprensa das Forças Armadas.

O chefe militar disse que está preocupado com a transição que ocorrerá no governo da Coreia do Norte, mas "não houve mudanças no nível de alerta das forças americanas" alojadas na Coreia do Sul.

A Coreia do Norte anunciou a morte de Kim Jong-il nesta segunda-feira e prepara a sucessão de seu filho mais novo, Kim Jong-un, na liderança de um imprevisível regime comunista com capacidade nuclear.

Com relação a isto, Dempsey afirmou que Kim Jong-un, que acredita-se ter nascido em 1983, "é um pouco jovem para estar nessa posição". "Teremos que ver primeiro se ele é de fato o sucessor, e como reage às responsabilidades de governo com as quais não teve que lidar até agora", acrescentou.

Morre Kim Jong-il

O líder norte-coreano, Kim Jong-il, morreu nesse sábado, 17 de dezembro, vítima de "fadiga física", quando realizava uma viagem de trem. Sua morte só foi anunciada nessa segunda, 19, pela agência estatal norte-coreana. Após receber a notícia, o governo e o Exército da Coreia do Sul entraram em estado de alerta, enquanto a população da Coreia do Norte chorava o falecimento do líder, que abre espaço para ascensão de seu filho, Kim Jong-un, provável herdeiro em Pyongyang.

Jong-il, 69, comandava a Coreia do Norte desde 1994, após a morte de seu pai, Kim Jong-sun, fundador do país. Durante 17 anos, cultivou um dos regimes mais fechados do mundo, baseado no culto de si e do sistema comunista. O governo hermético não impediu que idiossincrasias de Jong-il viessem a público, como o autoproclamado título de inventor do hambúrguer, formando a imagem complexa de um líder excêntrico de um país isolado do mundo, cujo futuro na península coreana é agora incerto.

Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il morreu no sábado (17), segundo a imprensa estatal
Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il morreu no sábado (17), segundo a imprensa estatal
Foto: AP
Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra