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Está claro que COP26 é um 'fracasso', diz Greta

Ativista sueca participou de protesto pelo clima em Glasgow

5 nov 2021 - 15h20
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Após uma semana de COP26, a ativista sueca Greta Thunberg afirmou nesta sexta-feira (5) que já está claro que a cúpula climática das Nações Unidas é um "fracasso".

Greta Thunberg durante protesto em Glasgow, sede da COP26, em 5 de novembro
Greta Thunberg durante protesto em Glasgow, sede da COP26, em 5 de novembro
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A jovem de 18 anos participou de um protesto pelo clima em Glasgow, sede da conferência, e acusou os líderes de usarem "belos discursos" para esconder "palavras vazias e blá-blá-blá", termo que se tornou presença frequente em suas falas.

"Está claro para todos que a COP26 é um fracasso", declarou Greta. A sueca e outros ativistas acusam a organização da cúpula climática de impedir o acesso de representantes da sociedade civil às negociações entre os governos e de não dar ouvidos aos apelos das populações mais expostas.

"Essa COP é uma celebração do blá-blá-blá, mas as pessoas mais afetadas não são ouvidas. Mas os fatos não mentem: precisamos de um drástico e imediato corte nas emissões e mudar os fundamentos de nossa sociedade", acrescentou.

A ugandense Vanessa Nakate também participou do protesto em Glasgow e afirmou que é impossível alcançar justiça climática "sem escutar os países mais atingidos". "Quanto tempo vai levar para que os líderes entendam que sua inação destrói o meio ambiente? Estamos em uma crise, um desastre que acontece todos os dias", disse a jovem de 24 anos.

Segundo a imprensa britânica, cerca de 10 mil pessoas participaram do protesto contra a COP, evento que termina em 12 de novembro. Até o momento, a conferência de Glasgow já produziu acordos multilaterais contra o desmatamento e as emissões de metano, mas nenhum deles envolve todos os países.

Além disso, ainda não há consenso sobre a forma de implantar o fundo de US$ 100 bilhões por ano para financiar a luta contra a crise climática nas nações em desenvolvimento nem sobre a regulamentação do mercado de créditos de carbono.

Ativistas também dizem que as metas nacionais apresentadas pelos países não são suficientes para garantir um aquecimento global máximo de 1,5º neste século em relação aos níveis pré-industriais.

Ansa - Brasil
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