Encontro entre Lula e Trump não tem status de 'visita de Estado'; entenda
Ida do petista aos Estados Unidos visa discussões sobre o crime organizando, tarifas, minerais raros, regulação de big techs e mais
Apesar de toda a expectativa, a viagem do presidente Lula (PT) aos Estados Unidos nesta quinta-feira, 6, para o encontro com o presidente Donald Trump dispensou uma série de formalidades e foi chamada pela Casa Branca de ‘visita de trabalho’.
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Diferentemente de uma ‘visita de Estado’, que conta com diferentes cordialidades entre os chefes de Estado, a ‘visita de trabalho’ envolve reuniões e não há grandes cerimônias de apresentação, trocas de presentes ou outras honrarias nas relações diplomáticas.
O objetivo prático da ‘visita de trabalho’ é a definição de ideias e estabelecer diálogo entre os chefes de Estado. Ainda assim, há a expectativa pelo recebimento com um banquete ou um jantar.
Já a ‘visita de Estado’ envolve todas as honrarias máximas previstas, como o recebimento, fotos, almoços e jantares formais, entre outras circunstâncias, além das reuniões, sejam elas diretas ou entre membros das equipes dos presidentes.
A visita de Lula a Washington vinha sendo adiada desde março, quando os governos não encontraram uma data para a pretendida reunião, articulada desde o fim do ano passado e combinada em janeiro, em telefonema entre Lula e Trump.
A reunião, prevista para março, foi adiada em meio à escalada da tensão no Oriente Médio, envolvendo a guerra no Irã. O que, inicialmente, esbarrava em uma compatibilidade de agendas, também esbarrou nas prioridades do governo americano.
Nesta quinta-feira, Lula levará uma pauta focada na discussão sobre uma possível parceria no controle de fluxo financeiro de organizações criminosas transnacionais, tarifas, minerais raros, regulação de big techs, energia e petróleo e questões diplomáticas.
Ambos os presidentes chegam para o encontro com seus índices de aprovação em baixa.