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Em visita à China, ministro iraniano afirma que Teerã só aceitará acordo com EUA se for 'justo e abrangente'

Os ministros das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e da China, Wang Yi, se reuniram nesta quarta-feira (6) em Pequim, informou a agência estatal chinesa Xinhua. Segundo a agência iraniana Fars, Araghchi discutiu "as relações bilaterais e os acontecimentos regionais e internacionais".

6 mai 2026 - 11h18
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Sem mencionar as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre "grandes avanços" nas negociações entre os dois países, o Irã afirmou que só aceitará um acordo de paz que seja "justo e abrangente".

Os ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, à esquerda, e da China, Wang Yi. em Pequim. Em 6 de maio de 2026.
Os ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, à esquerda, e da China, Wang Yi. em Pequim. Em 6 de maio de 2026.
Foto: © France 24 / RFI

Trump havia mencionado esse progresso sem fornecer detalhes que o justificassem, após anunciar uma "breve pausa" na operação lançada para garantir a navegação no Estreito de Ormuz.

O presidente americano anunciou na terça-feira (5) a suspensão do "Projeto Liberdade", a operação de escolta de navios dos Estados Unidos pelo Estreito de Ormuz, que estava em vigor havia apenas um dia.

Em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que "grandes avanços" haviam sido alcançados nas negociações e que a operação seria suspensa "por um curto período" para avaliar se seria possível "finalizar e firmar" um acordo.

De acordo com o site de notícias Axios, que cita dois funcionários americanos e outras duas fontes, os Estados Unidos acreditam estar perto de chegar a um acordo com o Irã sobre um memorando de entendimento para encerrar o conflito e definir a estrutura de negociações mais detalhadas sobre o programa nuclear iraniano.

Ainda segundo o Axios, Washington espera respostas de Teerã em até 48 horas sobre vários pontos-chave dessa minuta de acordo.

Navio cargueiro de grupo francês atacado em Ormuz

Um sinal de que a segurança da navegação no Estreito de Ormuz ainda não está garantida, apesar da operação americana lançada com esse objetivo, foi o anúncio feito nesta quarta-feira pelo grupo francês de navegação CMA CGM de que um de seus navios havia sido atacado e danificado no dia anterior enquanto transitava por esse ponto estratégico para o comércio global de petróleo e gás.

O ataque, sobre o qual não foram fornecidos detalhes, deixou tripulantes do navio San Antonio feridos, informou a CMA CGM.

O presidente francês Emmanuel Macron afirmou nesta quarta-feira que a França "de forma alguma" foi "alvo" do ataque a um navio porta-contêineres de bandeira maltesa pertencente à companhia francesa CMA CGM no Estreito de Ormuz, segundo declaração divulgada pela porta-voz do governo.

"Os disparos efetuados ontem contra um navio da CMA CGM demonstram claramente que a situação continua perigosa", declarou Maud Brégeon durante a coletiva de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros. Ela ressaltou que o navio "não ostentava a bandeira francesa", mas a "bandeira maltesa", e que a tripulação era filipina, à qual a França expressou sua "solidariedade".

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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