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Em média, 47 mulheres e meninas foram mortas diariamente durante guerra de Gaza, diz ONU

17 abr 2026 - 12h34
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Uma média ‌de pelo menos 47 mulheres e meninas foram mortas por dia durante a guerra em Gaza, de acordo com números publicados pela ONU Mulheres nesta sexta-feira, e a agência alertou que as mortes continuaram seis meses após um frágil cessar-fogo.

Mais ⁠de 38.000 mulheres e meninas foram mortas em Gaza entre ‌outubro de 2023 e dezembro de 2025, de acordo com o relatório da ONU Mulheres, uma agência que se ‌concentra na igualdade de gênero.

"Mulheres e meninas ‌foram responsáveis por uma proporção de mortes muito maior ⁠do que as observadas em conflitos anteriores em Gaza", disse Sofia Calltorp, chefe de ação humanitária da agência, a repórteres em Genebra.

"Elas eram indivíduos com vidas e sonhos", acrescentou.

A agência expressou preocupação com o fato de que a matança de ‌mulheres e meninas continuou desde o cessar-fogo de outubro, embora ‌não saiba exatamente quantas ⁠morreram devido ⁠à falta de dados agregados por gênero.

O cessar-fogo de outubro pôs fim ⁠a dois anos de guerra ‌em grande escala, mas ‌deixou as tropas israelenses no controle de uma zona despovoada que representa bem mais da metade de Gaza, com o Hamas no poder na estreita faixa costeira restante.

Mais ⁠de 750 palestinos foram mortos desde então, de acordo com médicos locais, enquanto os militantes mataram quatro soldados israelenses. Israel e o Hamas trocaram culpas pelas violações do cessar-fogo.

Israel afirma que seu objetivo é ‌impedir os ataques do Hamas e de outras facções militantes.

A agência da ONU para crianças, Unicef, disse nesta sexta-feira que ⁠as crianças continuam a ser mortas e feridas em um ritmo alarmante em Gaza, com pelo menos 214 mortes registradas nos últimos seis meses.

Cerca de 1 milhão de mulheres e meninas estão deslocadas em Gaza, disse a ONU Mulheres.

"Os extensos danos à infraestrutura tornaram quase impossível para as mulheres e meninas de Gaza terem acesso às suas necessidades básicas, como assistência médica", disse Calltorp.

Os números da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que mais de 500.000 mulheres não têm acesso a serviços essenciais, incluindo atendimento pré-natal e pós-natal e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis.

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