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'Remada Viking' da torcida norueguesa viraliza e vira uma das imagens mais marcantes da Copa do Mundo de 2026

Em jogos da Noruega e em cidades-sede da Copa do Mundo de 2026, imagens da Remada Viking ou Viking Row viralizaram. Conheça a coreografia que se tornou marca registrada da torcida da Noruega.

23 jun 2026 - 10h43
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A imagem se repete jogo após jogo: centenas de torcedores sentados em fila, braços estendidos para frente, troncos inclinando para trás no mesmo compasso, como se estivessem sobre o convés de um navio imaginário. De cada movimento, surge um coro grave de "Hu!" e "Ro!", acompanhado por tambores e um movimento coletivo que imita remadas. Assim nasceu, na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canada e México, o fenômeno conhecido como Remada Viking ou Viking Row, coreografia que se tornou marca registrada da torcida da Noruega.

O gesto coletivo, inspirado na imagem clássica de guerreiros navegando em drácares, ganhou espaço nas arquibancadas dos estádios em jogos da seleção norueguesa. Organizada por líderes de torcida e fanfarras, a coreografia é conduzida em blocos: todos se sentam, alinham-se lado a lado, estendem os braços como remos imaginários e, ao sinal do tambor, começam a "remar" em uníssono, enquanto o som grave dos gritos preenche o estádio. O efeito visual e sonoro é forte, além de facilmente reconhecível pelas câmeras de TV e pelos celulares em todos os cantos da arena.

O crescimento da Remada Viking acompanha o desempenho da seleção norueguesa na Copa do Mundo de 2026 – depositphotos.com / thenews2.com
O crescimento da Remada Viking acompanha o desempenho da seleção norueguesa na Copa do Mundo de 2026 – depositphotos.com / thenews2.com
Foto: Giro 10

O que é a Remada Viking e como funciona a coreografia?

A Remada Viking se baseia em três elementos: movimento sincronizado, vocalização rítmica e percussão. Torcedores formam filas horizontais, geralmente nas áreas mais povoadas das arquibancadas. Em seguida, todos se sentam e, ao comando de um líder, iniciam a sequência:

  • tronco levemente projetado para frente;
  • braços estendidos, como se empunhassem remos;
  • movimento simultâneo de inclinar o corpo para trás, "puxando o remo";
  • grito ritmado, alternando entre "Hu!" e "Ro!", acompanhado por batidas de tambor.

O conjunto cria a sensação de que o setor inteiro da torcida se transformou em um barco humano. Em jogos da Noruega na fase de grupos, especialmente contra Iraque e Senegal, a coreografia foi repetida em diferentes momentos da partida: na entrada em campo, após gols e ao apito final. A cada repetição, mais torcedores de outros países aderiram, imitando os movimentos e somando vozes ao coro.

Remada Viking: por que a coreografia saiu dos estádios?

A viralização da Viking Row não ficou restrita às arenas esportivas. Com a concentração de torcedores nas cidades-sede dos jogos, a coreografia passou a ocupar também espaços urbanos. Em metrôs lotados, grupos uniformizados se sentavam no chão dos vagões, comandando a "remada" enquanto o trem seguia viagem. Em escadas rolantes, torcedores se alinhavam degrau por degrau e simulavam o balanço do barco, gerando cenas que rapidamente se espalharam nas redes sociais.

Praças e cruzamentos de grandes centros urbanos também se transformaram em palco. Em cidades que receberam partidas da Noruega, torcedores organizaram flash mobs combinados por aplicativos de mensagem. Em poucos minutos, pequenos grupos se reuniam, sentavam-se ao mesmo tempo e iniciavam os gritos rítmicos, interrompendo por alguns instantes a rotina de pedestres, trabalhadores e turistas. As imagens, em geral gravadas de cima por curiosos, mostravam círculos humanos "remando" em meio ao trânsito e aos prédios.

Em Nova York, na véspera do confronto contra o Senegal, a cena se repetiu em um dos pontos mais movimentados do planeta: a Times Square. Centenas de noruegueses, muitos com capacetes estilizados, bandeiras e pinturas no rosto, ocuparam parte da praça, sentaram-se no asfalto fechado ao tráfego e iniciaram a Remada Viking sob o brilho dos painéis luminosos. O episódio ganhou destaque nas transmissões oficiais do torneio e em canais digitais, reforçando o alcance global da coreografia.

Como a Remada Viking reflete o momento da Noruega na Copa de 2026?

O crescimento da Remada Viking acompanha o desempenho da seleção norueguesa na Copa do Mundo de 2026. Com vitórias sobre Iraque e Senegal na fase de grupos, o time garantiu a vaga antecipada na segunda fase, aumentando ainda mais a confiança e a presença da torcida. O bom momento em campo, liderado por nomes como Erling Haaland e Martin Ødegaard, fortaleceu o vínculo entre jogadores e arquibancada.

Após o triunfo sobre o Senegal, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a imagem que rodou o planeta veio diretamente do gramado. Reunidos em frente ao setor ocupado pelos noruegueses, os atletas se sentaram no chão, lado a lado, e reproduziram a coreografia. Haaland, Ødegaard e companheiros acompanharam o ritmo dos torcedores, "remando" em direção às arquibancadas ao som de "Hu!" e "Ro!". O gesto consolidou a Viking Row como símbolo não apenas da torcida, mas da campanha da equipe.

Esse alinhamento entre campo e arquibancada ajudou a transformar a coreografia em espécie de identidade visual da Noruega no torneio. Em transmissões internacionais, a Remada Viking passou a ser utilizada como ilustração em chamadas de jogos, reportagens e conteúdos de bastidores. Em plataformas digitais, vídeos com a hashtag ligada ao termo se multiplicaram, mostrando desde pequenas "remadas" em bares e fan fests até grandes mobilizações em avenidas e estações.

O bom momento em campo, liderado por nomes como Erling Haaland e Martin Ødegaard, fortaleceu o vínculo entre jogadores e arquibancada – depositphotos.com / m.iacobucci.tiscali.it
O bom momento em campo, liderado por nomes como Erling Haaland e Martin Ødegaard, fortaleceu o vínculo entre jogadores e arquibancada – depositphotos.com / m.iacobucci.tiscali.it
Foto: Giro 10

Quais são as raízes culturais da Remada Viking?

A ideia da Viking Row dialoga com diferentes referências culturais da Escandinávia. A imagem de barcos vikings cortando o mar faz parte do imaginário da região, presente em museus, festivais históricos e na própria construção da identidade nacional norueguesa. Transformar essa narrativa em coreografia de torcida foi uma forma de trazer elementos do passado para o ambiente contemporâneo do futebol.

Ao mesmo tempo, a coreografia dialoga com tradições recentes das arquibancadas europeias, em especial o Viking Clap, batida de palmas em uníssono popularizada por torcidas nórdicas na década passada. A Remada Viking amplia esse conceito, substituindo a posição em pé pela formação sentada em filas, o que gera um efeito visual diferente e mais associado ao movimento de navegação.

Especialistas em cultura esportiva apontam que manifestações como essa combinam pertencimento, identidade coletiva e facilidade de reprodução. A coreografia é simples, não exige preparo físico específico e pode ser executada tanto por grandes multidões quanto por pequenos grupos em espaços improvisados. Essa combinação ajuda a explicar por que, em 2026, a Remada Viking ultrapassou a fronteira do estádio, ocupou metrôs, praças e avenidas, e se consolidou como um dos símbolos mais marcantes da Copa realizada em solo norte-americano.

Giro 10
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