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Em carta, pai confessa ter matado gêmeas suíças desaparecidas

11 fev 2011 - 07h51
(atualizado às 13h31)
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Matthias Schepp, pai das gêmeas suíças desaparecidas, confessou tê-las matado, em uma carta datada em 3 de fevereiro e enviada à mãe das meninas de Bari, sul da Itália, anunciando em seguida que pretendia suicidar-se, indicou nesta sexta-feira a polícia suíça. A polícia descreveu Schepp como uma "pessoa desesperada".

As gêmeas suíças Alessia e Livia Schepp estão desaparecidas desde o dia 31 de janeiro
As gêmeas suíças Alessia e Livia Schepp estão desaparecidas desde o dia 31 de janeiro
Foto: Reuters

O pai das gêmeas matou-se na noite de 3 de fevereiro, atirando-se na linha do trem na estação de Cerignola.

"Os investigadores da polícia suíça foram informados na terça-feira, 8 de fevereiro, que o pai das gêmeas enviou oito cartas de Bari à sua mulher, segundo os correios", declarou o porta-voz da polícia do cantão de Vaud, Jean-Christophe Sauterel.

Sete das cartas despachadas por ele também continham dinheiro, num total de 4.400 euros.

"O último envelope, com data de quinta-feira, 3 de fevereiro, continha uma carta na qual o pai declara ter matado as duas filhas e revelando que está em Cerignola, onde pretendia se matar", indicou Sauterel.

"Ele afirma na carta que as meninas não sofreram e descansam em paz", acrescentou o porta-voz. As operações de busca das crianças já duram 12 dias.

"Provavelmente, as crianças estão na Córsega", estimou Sauterel, referindo-se a um dos últimos locais visitados por Schepp antes de morrer.

As buscas concentram-se na região noroeste da ilha francesa, onde o pai das meninas ficou hospedado.

As polícias da Suíça, França e Itália estão mobilizadas na macabra procura pelas irmãs, cujo desaparecimento foi denunciado depois que Matthias Schepp não retornou para a Suíça com as filhas em 30 de janeiro.

Ele se matou quatro dias depois. A atitude de desespero seria uma reação ao pedido de separação da mulher, Irina Lucidi, e à disputa pela guarda das filhas do casal.

Na quinta-feira, os investigadores revelaram que, após examinar o computador de Schepp, descobriram que ele havia consultado diversos sites sobre suicídio, envenenamento e armas de fogo.

Nenhuma arma foi encontrada em sua casa. "Estamos lidando com uma pessoa extremamente meticulosa que planejou um número de coisas, incluindo sua viagem à Córsega", disse Sauterel.

A família de Irina Lucidi diz que Shcepp, 43 anos, sofria de esquizofrenia. O jornal suíço 24 Heures informou que ele estava recebendo tratamento psiquiátrico, mas não havia sinais de que representasse uma ameaça às filhas - ao contrário, era descrito como um pai amoroso e dedicado.

EFE   
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