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Eleições de meio de mandato dos EUA provocam reações de líderes mundiais

Resultado das urnas repercute na Europa, Ásia, Rússia e África do Sul, com preocupações sobre comércio, segurança internacional e política externa americana

4 nov 2026 - 14h21
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Resumo
O artigo aborda a repercussão internacional das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, destacando como chefes de Estado e líderes globais acompanham e reagem aos resultados das urnas. O pleito norte-americano mobiliza a comunidade internacional diante das possíveis mudanças no equilíbrio de poder legislativo e dos impactos diretos na política externa, nos acordos bilaterais, na economia e nas alianças geopolíticas estratégicas de Washington com o restante do mundo.

As eleições de meio de mandato dos EUA provocaram uma onda de reações entre governos e lideranças políticas de diferentes continentes. A vitória dos democratas pode influenciar as relações comerciais, a segurança internacional e os preços da energia, além de abrir novos caminhos para a relação de Washington com outros países.

Eleições de meio de mandato dos EUA provocam reações de líderes mundiais
Eleições de meio de mandato dos EUA provocam reações de líderes mundiais
Foto: Canva / Perfil Brasil

O resultado também intensificou as críticas à política externa do presidente Donald Trump e levantou questionamentos sobre os próximos anos de seu governo.

Eleições de meio de mandato dos EUA repercutem na Europa

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que os eleitores americanos rejeitaram políticas que, em sua avaliação, prejudicam a população e favorecem as elites. Em publicação na rede social X, ele escreveu: "Ontem, o povo americano votou contra políticas que só servem para empobrecer as pessoas. Contra o ódio. Contra o sexismo. Contra a negação das mudanças climáticas e contra os privilégios das elites". Sánchez também relacionou o resultado a mudanças políticas em outros países. "Aconteceu no Brasil. Acabou de acontecer nos EUA. E acontecerá em breve na Espanha."

O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, disse à Reuters que a eleição sinaliza uma mudança entre os eleitores americanos. "Estão surgindo vozes na política americana que estão mais próximas de nós do que as defendidas pelo presidente e pelo governo, por exemplo, em questões climáticas e ambientais, e em política externa e de ajuda ao desenvolvimento", afirmou.

União Europeia vê oportunidades, mas mantém cautela

Na União Europeia, a vice-presidente do Parlamento Europeu, Christel Schaldemose, avaliou que a vitória democrata pode favorecer o apoio à Ucrânia, a transição energética e as relações internacionais.

"Não porque tudo agora mude para melhor, mas porque isso poderia beneficiar o apoio à Ucrânia, a transição verde e as relações com o resto do mundo", escreveu no X. Ela também defendeu que o bloco fortaleça sua autonomia.

Na França, o ministro das Finanças, Roland Lescure, afirmou que o presidente precisará avaliar uma mudança de postura diante das preocupações dos eleitores, sobretudo com os preços dos combustíveis e o envolvimento internacional dos Estados Unidos. Já Jordan Bardella, presidente do partido de oposição Reunião Nacional, defendeu o respeito ao resultado das urnas e relacionou a política americana em relação ao Irã à alta do petróleo e à perda de poder de compra dos europeus.

Na Alemanha, Alice Weidel, co-líder do partido AfD, disse que a promessa de Trump de evitar uma política externa intervencionista prejudicou os republicanos.

Na Grécia, o porta-voz do governo, Pavlos Marinakis, descartou impactos na relação bilateral. "As relações greco-americanas permanecerão fortes. Os Estados Unidos são nosso aliado estratégico, e isso continuará valendo para grandes projetos e todos os principais acordos", declarou à televisão SKAI.

Rússia, Irã e Ásia avaliam os efeitos do resultado

Na Rússia, o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, afirmou que Moscou acompanhará a conclusão da apuração, mas não espera mudanças na política externa americana. "A abordagem da liderança do Partido Democrata em relação à Rússia é fortemente negativa. Não há nada de novo nisso", declarou, segundo a agência estatal RIA.

Ele acrescentou que a posição russa sobre a Ucrânia não depende das mudanças políticas em outros países. No Irã, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, interpretou o resultado como uma rejeição à guerra. "Os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós endossamos essa mensagem", escreveu no X, acrescentando que o governo americano não deveria ignorar a vontade dos eleitores.

No Japão, o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, reafirmou a importância da aliança bilateral. "Independentemente do resultado desta eleição, a aliança Japão-EUA é a pedra angular da política externa e de segurança do Japão", declarou.

Na África do Sul, o presidente Cyril Ramaphosa também comentou a votação e afirmou, em conversa com jornalistas, que o resultado pode inaugurar uma nova etapa nas relações internacionais. "Vimos que os democratas assumiram o controle do Senado e da Câmara, e o povo americano se manifestou", disse.

Perfil Brasil
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