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Dois aviões-tanque dos EUA deixam a Bulgária um mês após o envio ter incomodado o Irã

22 ago 2026 - 14h09
(atualizado às 14h47)
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Resumo
Dois aviões-tanque KC-135 dos EUA deixaram a Bulgária após um mês de destacamento temporário que gerou fortes protestos do Irã e receios na população local. O governo iraniano acusava o país balcânico de cumplicidade em agressões no contexto do conflito entre Washington e Teerã. O ministro da Defesa búlgaro, Dimitar Stoyanov, confirmou a partida e garantiu que as aeronaves realizaram apenas missões de treinamento em países aliados, sem ameaças diretas à segurança nacional.

Dois aviões-tanque dos ‌Estados Unidos partiram da base aérea de Bezmer, na Bulgária, informou o ministro da Defesa búlgaro neste sábado, quase um mês depois que sua mobilização ⁠no país balcânico provocou a ira ‌do Irã.

Os Estados Unidos, que estão em guerra com o Irã ‌desde 28 de fevereiro, ‌solicitaram o destacamento temporário das ⁠aeronaves por meio de um acordo que rege o uso conjunto de instalações militares.

O Irã afirmou, na época, que o envio dos aviões constituiria cumplicidade ‌em "agressão e crimes de guerra", acusação ‌que Sófia rejeitou.

As ⁠duas ⁠aeronaves KC-135 da Força Aérea dos EUA partiram ⁠da Bulgária ‌na sexta-feira, informou ‌o ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, aos repórteres.

As autoridades americanas não puderam ser contatadas imediatamente para comentar ⁠o assunto.

O envio das aeronaves, aprovado pelo Parlamento búlgaro em 22 de julho, gerou protestos de moradores da região, que ‌temiam que as aeronaves fossem atacadas por mísseis e drones iranianos.

Stoyanov afirmou ⁠que todos os voos das aeronaves durante sua mobilização temporária foram missões de treinamento sobre países aliados e que a Bulgária "não tinha informações sobre ameaças diretas à nossa segurança nacional".

"Estamos trabalhando em total coordenação com o governo dos EUA e tínhamos informações prévias, razão pela qual todas as nossas decisões foram bem fundamentadas", disse ele.

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