Dois aviões-tanque dos EUA deixam a Bulgária um mês após o envio ter incomodado o Irã
Dois aviões-tanque KC-135 dos EUA deixaram a Bulgária após um mês de destacamento temporário que gerou fortes protestos do Irã e receios na população local. O governo iraniano acusava o país balcânico de cumplicidade em agressões no contexto do conflito entre Washington e Teerã. O ministro da Defesa búlgaro, Dimitar Stoyanov, confirmou a partida e garantiu que as aeronaves realizaram apenas missões de treinamento em países aliados, sem ameaças diretas à segurança nacional.
Dois aviões-tanque dos Estados Unidos partiram da base aérea de Bezmer, na Bulgária, informou o ministro da Defesa búlgaro neste sábado, quase um mês depois que sua mobilização no país balcânico provocou a ira do Irã.
Os Estados Unidos, que estão em guerra com o Irã desde 28 de fevereiro, solicitaram o destacamento temporário das aeronaves por meio de um acordo que rege o uso conjunto de instalações militares.
O Irã afirmou, na época, que o envio dos aviões constituiria cumplicidade em "agressão e crimes de guerra", acusação que Sófia rejeitou.
As duas aeronaves KC-135 da Força Aérea dos EUA partiram da Bulgária na sexta-feira, informou o ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, aos repórteres.
As autoridades americanas não puderam ser contatadas imediatamente para comentar o assunto.
O envio das aeronaves, aprovado pelo Parlamento búlgaro em 22 de julho, gerou protestos de moradores da região, que temiam que as aeronaves fossem atacadas por mísseis e drones iranianos.
Stoyanov afirmou que todos os voos das aeronaves durante sua mobilização temporária foram missões de treinamento sobre países aliados e que a Bulgária "não tinha informações sobre ameaças diretas à nossa segurança nacional".
"Estamos trabalhando em total coordenação com o governo dos EUA e tínhamos informações prévias, razão pela qual todas as nossas decisões foram bem fundamentadas", disse ele.
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