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Dirigente da UE diz não ver 'risco imediato' de ataque da Rússia

Pronunciamento chega em meio a rumores por visita de chefe da CIA a Moscou

27 ago 2026 - 12h54
(atualizado às 13h27)
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Resumo
A União Europeia afirmou não ver risco imediato de um ataque militar da Rússia contra membros do bloco e da Otan, embora registre a continuidade de ameaças híbridas. A declaração ocorre após rumores gerados pela visita surpresa do chefe da CIA, John Ratcliffe, a Moscou, que teria ido alertar contra eventuais investidas no Leste Europeu. Enquanto o governo russo nega qualquer intenção de confronto e classifica os boatos como alarmismo, Washington declarou focar no fim da guerra na Ucrânia.

A União Europeia não enxerga um "risco imediato" de ataques da Rússia contra países-membros do bloco e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em meio aos rumores que têm circulado após a visita surpresa do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, John Ratcliffe, a Moscou.

Navio estoniano durante exercícios militares da Otan no Mar Báltico
Navio estoniano durante exercícios militares da Otan no Mar Báltico
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Posso afirmar com extrema clareza que nós, assim como os serviços europeus em geral, não vemos nenhum risco imediato de um ataque da Rússia contra países europeus e membros da Otan", disse um alto funcionário da UE.

"O que temos observado são ataques híbridos e, em alguns casos, ataques não exatamente híbridos, que continuam a ocorrer e que prevemos que continuarão a ocorrer", acrescentou o representante.

As declarações buscam aplacar as preocupações surgidas na esteira da visita de Ratcliffe à Rússia, na última terça-feira (25).

De acordo com o diário americano The Wall Street Journal, a missão do chefe da CIA teve como objetivo alertar Moscou para não atacar a Otan, em meio a rumores de que o regime de Vladimir Putin poderia lançar uma ação limitada para "testar a determinação" da aliança em defender seu território.

Os principais países na mira seriam Estônia, Letônia e Lituânia, ex-repúblicas soviéticas que integram a Otan e a União Europeia e fazem fronteira com a Rússia. Questionado sobre o assunto, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou uma suposta intenção de atacar a aliança ocidental e definiu os boatos como "espantalhos" para causar medo.

"Há muitas histórias alarmistas desse tipo sendo publicadas agora, mas elas não têm nada a ver com as intenções da Federação Russa", acrescentou.

Os Estados Unidos ainda não deram uma explicação clara para a visita de Ratcliffe, e o presidente Donald Trump afirmou apenas que tratou-se de um compromisso de "semirrotina" voltado a acabar com a guerra na Ucrânia.

Ansa - Brasil
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